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É uma boa ideia abrir um negócio com um amigo?

Finanças Internacional
·4 minuto de leitura
Three Friends at a pub studying and drinking coffee
Three Friends at a pub studying and drinking coffee

Abrir um negócio com um amigo pode ser muito gratificante. Em vez de trabalhar para um chefe autoritário e com colegas que não conhece muito bem, você pode passar tempo com alguém de quem você gosta, que respeita e admira de verdade. Além disso, como o amigo conhece você e seus gostos, os dias de trabalho ficam um pouco mais fáceis.

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No entanto, há outras coisas em jogo. Se você errar, além do fracasso dos negócios, a amizade de uma vida inteira pode ser arruinada. Então, quais são os prós e contras — e o que você deve levar em consideração antes de colocar essa ideia em prática?

“É muito interessante abrir um negócio com um amigo e pode ser fácil acabar se deixando levar pela camaradagem e pela empolgação”, afirma a coach de carreira Valerie O'Hanlon, da Clarence Consulting.

“É importante que as duas pessoas estejam de acordo. Certamente há vantagens, como ter alguém com quem dividir o peso, alguém que te conhece bem e oferece apoio, alguém para ajudar a tirar as ideias do papel”, ela diz.

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Trabalhar com um amigo também pode aumentar a sua criatividade e criar uma espécie de esquema de pesos e contrapesos, afirma o especialista de carreira Matthew Warzel, presidente da MJW Careers. “Sempre haverá alguém pensando nas mesmas coisas que você. Isso pode diversificar as estratégias e abrir oportunidades para testes”, continua.

No entanto, quanto mais tempo passamos com outra pessoa, mais pressão pode surgir em uma relação. Além disso, ao abrir um novo negócio, é provável que os sócios passem muitas horas juntos, trabalhando até tarde. “Você pode descobrir que a pessoa tem características ruins e que podem não ser úteis para os negócios”, acrescenta O'Hanlon.

Vale lembrar que abrir um negócio com um amigo pode mudar a amizade. Durante o expediente, vocês precisarão interagir de modo um pouco mais formal do que em qualquer outra situação. Vocês podem até ser próximos, mas é importante que a intimidade não faça as coisas desandarem no trabalho. Para que o negócio seja bem-sucedido, é essencial manter o profissionalismo.

Então, o que fazer para ter sucesso?

Transparência e comunicação

Antes de mais nada, é importante ter sinceridade total. “Planejem tudo e sejam transparentes. Um deve atribuir tarefas ao outro. Exijam comprometimento. Compartilhem redes de contatos. Sejam honestos. Sejam sinceros e verdadeiros", Warzel aconselha.

Também é essencial que haja diálogos sinceros e frequentes. Abrir um negócio com uma pessoa próxima pode gerar complacência — afinal, ambos se conhecem muito bem. Mesmo assim, é essencial que tudo seja o mais claro possível.

“A comunicação pode acabar depressa, principalmente se não houver uma terceira pessoa para aprovar ou vetar as decisões. Além disso, se a relação for abalada, isso pode prejudicar os negócios, a reputação, a marca e até os clientes”, afirma Warzel.

Planejamento nos mínimos detalhes

Antes de abrir qualquer tipo de negócio, é preciso deixar bem claras as funções, as responsabilidades e todos os detalhes relacionados a finanças e tempo. Um dos sócios pode tomar conta das finanças, e o outro pode contribuir mais na organização dos horários e contatos. Para evitar conflitos e ressentimentos, é fundamental que um sócio deixe claro o que espera do outro.

Como em qualquer negócio, é preciso ter um plano. Façam uma reunião e definam quais são seus valores para o negócio, o que importa para ambos”, diz O’Hanlon.

“Qual é a ideia de sucesso para cada um? Vocês devem dividir as responsabilidades de acordo com seus pontos fortes. Quanto tempo cada sócio vai dedicar aos negócios, quanto dinheiro cada um vai investir, quanto dinheiro cada um vai retirar da empresa?”

Também é importante se preparar para o maior número possível de situações inesperadas. Por exemplo, o que os sócios farão se um deles tiver um bebê ou precisar se afastar por um período por motivos de saúde? E se um deles receber uma oferta de emprego que queira aceitar? E se a condição financeira dos envolvidos mudar de repente?

É claro que as coisas mudam com o passar do tempo, e não há nada de errado nisso, mas abordar essas questões no início da parceria pode evitar problemas mais adiante.

Um acordo em caso de desacordos

Por fim, os sócios devem definir como resolver conflitos ou desacordos. É fácil deixar as emoções à flor da pele no início de um novo empreendimento, mas a chance de isso acontecer é ainda maior quando os sócios são próximos.

“É bom conversar e entrar em acordo sobre a necessidade de um ou ambos de deixar o negócio. Os inícios são tão importantes quanto os fins — resolvam essas coisas desde o começo. Um deve valorizar os pontos fortes e as habilidades do outro, e o mais importante é que os dois tenham prazer com a iniciativa”, O’Hanlon complementa.

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