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E agora, Brasil?: No pós-pandemia, qualificação e informalidade são os desafios para retomar o emprego

·3 minuto de leitura

RIO — Qualificar a mão de obra, incluir os informais em sistemas de proteção social e dar prioridade à educação são os caminhos apontados por executivos, economistas e o próprio governo para estimular a criação de vagas no mundo pós-pandemia.

Os desafios para a retomada da economia e do mercado de trabalho foram o tema da nova edição do E agora, Brasil?, realizada na segunda-feira, numa iniciativa dos jornais O GLOBO e Valor Econômico, com patrocínio do Sistema Comércio, através da CNC, do Sesc, do Senac e de suas federações.

Bruno Bianco, secretário executivo do Ministério do Trabalho e Previdência, reconheceu que há um “problema grave” de qualificação do capital humano, abrindo um “abismo entre dois mundos diferentes, o celetista, custoso, e outro sem qualquer tipo de emprego formal”:

— Cria um efeito cicatriz, esse trabalhador não consegue chegar a um emprego formal. Vamos reduzir o custo de contratação, dar oportunidade para que o empregado possa se qualificar no trabalho.

Prioridade à educação

O secretário defende a formalização sem CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Um exemplo é o programa Bônus de Inclusão Produtiva (BIP), que prevê o pagamento de R$ 550 ao jovem, principalmente os que estão fora do mercado de trabalho e da escola, os chamados nem-nem, e aos maiores de 55 anos, para se qualificarem dentro da empresa. Mas não há vínculo empregatício.

O emprego com carteira tem reagido, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foi criado um total de 1,536 milhão vagas no primeiro semestre deste ano. Quando se consideram os informais na conta, a realidade é diferente: a taxa de desemprego está no seu patamar mais alto: 14,6%, com 14,8 milhões de pessoas à procura de emprego e 40% de informalidade.

Lorival Luz, CEO global da BRF, ressaltou que o problema extrapola a qualificação profissional. Está no ensino básico:

— Infelizmente, não saem preparados para entrar num curso profissionalizante. Há uma defasagem.

Por isso, o investimento em educação básica é fundamental, principalmente depois de tanto tempo de escolas fechadas por causa da pandemia, na opinião da consultora econômica e colunista do GLOBO, Zeina Latif. Ela critica a omissão do Ministério da Educação e da Casa Civil, por não ter um plano nacional para lidar com a situação:

— Não é uma agenda do governo. Estamos vendo um retrocesso num caminho que já estava lento. Podemos chegar num ponto de não retorno. Já são 30% dos jovens que são nem-nem — afirmou a economista, chamando a atenção também para o sistema tributário brasileiro, que trava a produtividade das empresas.

Paralelamente à lenta tramitação da reforma tributária no Congresso, Luz alertou para o risco de excesso de burocracia. Para ele, a reforma trabalhista foi um avanço. Antes dela, a companhia, que emprega cem mil pessoas, era obrigada a manter grupos de advogados espalhados pelo Brasil para fazer a gestão das ações trabalhistas. Mas é preciso avançar mais:

— Esse exagero prejudica o próprio funcionário, como aconteceu em Detroit (EUA), no ABC (Região do ABC, na Grande São Paulo), de onde as indústrias saíram por causa de uma regulação nefasta.

Fôlego às empresas

O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, enfatizou que as empresas “estão precisando de fôlego para superar os desafios da pandemia”:

— A questão do emprego e da renda é absolutamente fundamental não apenas para o comércio de bens, serviços e turismo, mas também para a economia como um todo. São as empresas que garantem os empregos. A melhor política de empregos é garantir a sobrevivência das empresas com medidas que estimulem investimentos em um bom ambiente de negócios.

É justamente no setor privado que estão surgindo as oportunidades de emprego. Na BRF, houve criação 10 mil vagas no ano passado. O Magazine Luiza, rede que ampliou as vendas digitais na pandemia, também criou 10 mil vagas nos últimos 12 meses:

— A venda on-line gera emprego, ao invés de tirar. Pode deixar de gerar um emprego de vendedor para criar um de operador de logística — disse Fabrício Garcia, vice-presidente de operações da empresa.

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