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Dweck defende rediscutir governança de estatais

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A economista Esther Dweck tomou posse como ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos nesta segunda-feira (2) defendendo o aumento da eficiência do Estado para ampliar sua capacidade de combater desigualdades. Ela pregou ainda a rediscussão da gestão das empresas públicas para que elas se voltem a políticas para a população e anunciou um canal de negociação permanente com servidores.

A cerimônia de posse de Dweck lotou as cadeiras do auditório do ministério, que tinha capacidade para 200 pessoas sentadas (várias tiveram que ficar em pé). O evento contou em peso com a participação de representantes do PT e do governo eleito.

Estiveram presentes nomes como Dilma Rousseff, ex-presidente; de Miriam Belchior, secretária-executiva da Casa Civil; Nelson Barbosa, ex-ministro da Fazenda e do Planejamento e diretor do BNDES; e de ao menos mais quatro ministros.

A ministra afirmou que sua pasta vai buscar ativamente iniciativas de inovação no serviço público, com destaque para ampliação dos serviços digitais e do fortalecimento da central de compras única para o Executivo federal.

Outra missão da pasta é discutir a reforma administrativa, por meio da nova Secretaria Extraordinária de Transformação do Estado —conforme mostrou a Folha de S.Paulo.

Segundo ela, as eventuais mudanças para servidores serão negociadas com eles por meio de um canal de diálogo permanente —o que incluirá também discussões sobre remuneração, reestruturação de carreiras e retomada de concursos públicos.

"Vamos instaurar uma mesa permanente de negociação com os servidores ainda neste ano para debatermos esses pontos juntos", disse. "A participação e o diálogo serão a marca para uma verdadeira reforma administrativa, que signifique o aumento da eficiência do Estado e não seu desmonte", disse.

Os membros do governo eleito já afirmaram que não pretendem discutir a reforma administrativa nos moldes enviados pela gestão de Jair Bolsonaro (PL) —que prevê, entre outros pontos, vínculos sem estabilidade entre servidor e Estado —e sugerem uma nova proposta. Uma das frentes de discussão envolve a possibilidade de mudar a estrutura das carreiras, para reduzir os salários de entrada e aumentar o tempo para se chegar ao topo da carreira.

Dweck também ficará no comando da gestão das empresas de estatais —área que era cobiçada por Simone Tebet (MDB), que ficou com o Ministério do Planejamento e Orçamento. Ela defendeu uma nova gestão para as empresas, com foco em políticas públicas.

"Vamos rediscutir a governança das estatais em parceria com as empresas, pensando [as companhias] como um importante agente de desenvolvimento. As estatais são um ativo do povo brasileiro e devem atuar dentro de suas competências e limitações corporativas em parceira com os ministérios setoriais para implementação de politicas públicas", disse.

As declarações estão em linha com o discurso de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defendeu o papel do Estado e de empresas públicas como BNDES e Petrobras no desenvolvimento econômico do país.

Dweck foi chefe da assessoria econômica e secretária de Orçamento Federal no governo da ex-presidente Dilma. Na transição, participou do grupo técnico de Planejamento, Orçamento e Gestão.

Em seu discurso nesta segunda, ela fez um agradecimento à família —incluindo a mãe, os irmãos, a companheira e a filha.