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As Dusk Falls é perfeito para o Xbox Game Pass

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O Xbox Game Studios lançou oficialmente As Dusk Falls. O jogo é o primeiro exclusivo do calendário de estreias da publicadora para os próximos 12 meses, mostrado em apresentação com a Bethesda durante a Summer Game Fest de 2022.

A aventura é um drama interativo desenvolvido pela Interior/Night, estúdio formado por veteranos da Quantic Dream (Heavy Rain e Detroit: Become Human) e Sony. A história explora as vidas emaranhadas por traição, sacrifícios e resiliência de duas famílias ao longo de trinta anos.

Como o primeiro gostinho do que vem por aí na divisão de jogos da Microsoft, As Dusk Falls ocupa uma posição que, naturalmente, gera muita expectativa. Para responder a questão se o jogo faz bom uso ou não da esperança dos jogadores, me permito fazer aqui o que a aventura não me permitiu ao longo dos três capítulos que joguei: ficar em cima do muro.

O projeto de estreia da Interior/Night é inovador e revolucionário em diversos aspectos, para o próprio bem e para o próprio mal. É impossível comparar As Dusk Falls com o tamanho de outros exclusivos que serão publicados pela Microsoft, como o projeto de grande orçamento Starfield.

Também não é possível estabelecer uma comparação sólida do título com outros do gênero de drama narrativo, como Life is Strange: True Colors e The Quarry. As Dusk Falls é um jogo único, assim como o catálogo de exclusivos de Xbox precisa.

Não existem heroís ou vilões em As Dusk Falls. Todos lutam pela própria família. (Imagem: Captura de Tela/Canaltech/Lucas Arraz)
Não existem heroís ou vilões em As Dusk Falls. Todos lutam pela própria família. (Imagem: Captura de Tela/Canaltech/Lucas Arraz)

Enredo amarrado

O pontapé inicial da história é descobrir como eventos em 1998 impactaram a vida de uma mulher no presente. O enredo nos transporta para uma sequência de acontecimentos gerados a partir de um roubo que deu errado em uma pequena cidade do Arizona, nos Estados Unidos. As escolhas do jogador têm um impacto poderoso na vida dos personagens. As Dusk Falls tem uma história dinâmica, que a todo momento te coloca em encruzilhadas de escolhas difíceis.

O jogo eleva os níveis de tensão do gênero de narrativa jogável vistos na última década. Para dar mais peso às escolhas, a Interior/Night tem a brilhante ideia de contar uma trama intercalando períodos de tempo diferentes com os mesmos personagens.

Decisões de diálogo fogem da dualidade e da obviedade. (Imagem: Captura de Tela/Canaltech/Lucas Arraz)
Decisões de diálogo fogem da dualidade e da obviedade. (Imagem: Captura de Tela/Canaltech/Lucas Arraz)

Assim, mesmo que uma situação de calmaria esteja na tela, é impossível não pensar que as opções de diálogos terão efeito direto em uma situação muito mais complexa no futuro. É o que acontece logo no início, em que uma conversa sobre a traição de um casal pode determinar os tipos de escolhas que salvam ou não a possibilidade de uma criança perder a mãe de forma violenta anos depois.

Essa característica faz As Dusk Falls te deixar indeciso a todo o momento. Parece não existir escolhas fáceis e sem propósito. Se a franquia Life is Strange valoriza momentos de descontração e calmaria, a Interior/Night optou por não dar momentos de respiro para o jogador. Os tipos de decisão também são diferentes. Em certos momentos, não fica totalmente claro os caminhos que a história tomará, com múltiplas decisões para um mesmo diálogo na tela.

Jogabilidade travada

Se a narrativa de As Dusk Falls é de tirar o fôlego, não podemos falar o mesmo do estilo gráfico. A jogabilidade troca a exploração de cenários e o livre arbítrio do jogador de escolher para onde vai, e com quem vai interagir, por um gráficos, no mínimo, pitorescos. Toda a história de As Dusk Falls é contada por fotos, com uma sequência de imagens estilizada como pinturas, simulando uma história em quadrinhos de aparência realista, ou ainda uma apresentação de slides de fotografias.

O jogo perde muito em imersão ao não dar vida aos seus personagens e travar a exploração do jogador. Em dado momento, fica perceptível que a escolha de uma jogabilidade travada tem um propósito: ramificar a história. As Dusk Falls tem muitas opções de caminhos possíveis. A Interior/Night, inclusive, ostenta os diferentes caminhos que o jogador pode tomar com as escolhas, mostrando as trajetórias presentes na aventura em um menu especial.

Pessoalmente, aprendi ao longo dos capítulos a aceitar o estilo gráfico e o fato da jogabilidade limitar-se a assistir uma sequência de imagens, tomar decisões e participar de momentos de clique rápido dos botões do controle. A jogabilidade serve a uma missão, que faz de As Dusk Falls um jogo único. Seria difícil reunir oito jogadores em um estilo gráfico diferente.

Menu mostra diferentes caminhos que um capítulo do jogo pode ter, no passado e presente, com dados sobre escolhas de outros jogadores e caminhos para salvar personagens. (Imagem: Captura de Tela/Canaltech/Lucas Arraz)
Menu mostra diferentes caminhos que um capítulo do jogo pode ter, no passado e presente, com dados sobre escolhas de outros jogadores e caminhos para salvar personagens. (Imagem: Captura de Tela/Canaltech/Lucas Arraz)

Cooperativo é elemento surpresa

Joguei As Dusk Falls sozinho e me diverti muito. Mas preciso ser sincero: ao jogar, fica claro que a aventura foi desenvolvida para ser atravessada com outras pessoas. Diferente de tudo que já experimentei nos videogames, As Dusk Falls pode reunir até oito jogadores ao mesmo tempo, pela internet e também no sofá de casa, de um modo único.

Os oito participantes devem votar entre as escolhas que decidem o que um personagem vai dizer ou fazer. As opções são apresentadas como múltiplas respostas que os jogadores escolhem usando o controle, mouse ou celular. A escolha com mais votos vence, decidindo o resultado a cada momento decisivo na vida dos personagens. Os jogadores também têm à disposição itens especiais para vetar a opção dos outros. Se a votação estiver empatada, o jogo selecionará aleatoriamente a escolha vencedora.

Com tantas escolhas de peso na aventura, As Dusk Falls tem um enorme potencial de gerar discussões sobre moral e ética, animando de verdade um grupo de amigos que estão jogando juntos. A Interior/Night incentiva que os jogadores utilizem o sistema inovador de multiplayer, que inclui modo local, online e de transmissão. No multijogador local, é possível juntar até 8 jogadores na mesma tela usando os controles do Xbox.

Mas calma, você não precisa ter oito controles em casa ou ir passando o item de mão em mão. O jogo possui um aplicativo próprio e gratuito para ser baixado em celulares com Android e iOS. A aplicação serve como controle que interage com um console Xbox conectado à internet.

Outra opção é jogar As Dusk Falls pelo multiplayer online. Basta convidar amigos para jogar e montar um grupo. A última opção de multijogador é também bastante promissora. No modo de transmissão, o jogador permite que usuários do bate-papo do Twitch votem nas opções do jogo e participem ativamente da história.

A cereja do bolo do cooperativo inovador é que As Dusk Falls traça o perfil comportamental de cada jogador ao final de cada capítulo. O jogo aponta quem se preocupou com a família, quem foi o mais indeciso e qual jogador é capaz de sacrificar tudo pelo que ama.

Quanto tempo leva para zerar As Dusk Falls?

As Dusk Falls conta com aproximadamente 6 horas de jogo. A história é dividida por livros e capítulos, que podem ser explorados e acessados diretamente pelo menu, caso você opte por mudar as decisões tomadas.

O título inclui situações jogáveis ​​relacionadas à violência intensa, conflito familiar, saúde mental e suicídio. O jogo preocupa-se em avisar sobre a existência das cenas e ainda permite que o jogador escolha por não assistir a uma cena de suicídio no terceiro capítulo.

Jogo permite que jogadores pulem cena de suicídio. (Imagem: Captura de Tela/Canaltech/Lucas Arraz)
Jogo permite que jogadores pulem cena de suicídio. (Imagem: Captura de Tela/Canaltech/Lucas Arraz)

Vale a pena?

Vale muito a pena jogar As Dusk Falls. Para quem gosta de jogos narrativos, a aventura é um prato cheio de drama e emoção, inclusive para jogar sozinho. Você sempre estará entre a cruz e a espada, motivado a descobrir como termina o enredo das duas famílias que se cruzam ao longo de 30 anos.

Para os demais jogadores, a opção de reunir amigos e discutir decisões com fortes paradoxos éticos pode gerar uma noite intensa e divertida de discussões ou uma boa live na Twitch com os seguidores. O título é inovador e uma experiência ótimas para grupos, o que faz dele uma adição poderosa ao catálogo do Xbox Game Pass. Eu até arriscaria dizer que a aventura pode despontar como uma boa aposta para a lista de jogos do ano das premiações.

As Dusk Falls está disponível para PC, Xbox One, Xbox Series S e Xbox Series X.

Fonte: Canaltech

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