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O que são correntes marítimas?

Os oceanos possuem uma grande influência no clima global e um dos fatores que leva a isso é a existência das correntes marítimas. Essa denominação se refere a grandes massas de água de características físico-químicas comuns que se deslocam através dos oceanos.

As correntes marítimas, também chamadas de correntes oceânicas, são formadas por influência dos ventos, das marés e das próprias características da água. Entre estas, estão sua densidade, temperatura e salinidade.

Principais correntes marítimas ou oceânicas (Imagem: NOAA)
Principais correntes marítimas ou oceânicas. As correntes quentes estão representadas em vermelho e as frias em azul (Imagem: NOAA)

Além da já mencionada importância climática, as correntes influenciam toda a vida marinha, transportando não somente seres vivos, mas também nutrientes através das águas oceânicas.

Como as correntes marítimas se formam?

Existem três fatores responsáveis pela circulação da água no oceano através das correntes, em diferentes escalas:

  • Marés: próximo à costa, a atração gravitacional do Sol e da Lua faz com que a água se desloque horizontalmente enquanto a maré sobe e desce ao longo de um dia.

  • Ventos: a circulação do ar na atmosfera influencia o movimento das águas mais superficiais. Essa influência vai até uma profundidade de aproximadamente 400 metros, o que corresponde a 8% da circulação no oceano.

  • Circulação termohalina: influencia em menor escala as águas superficiais, enquanto é predominante nas mais profundas. Seus principais determinantes são a temperatura e a salinidade.

Visualização da Corrente do Golfo fluindo do México à Europa (Imagem: NASA/WIkimedia Commons)
Visualização da Corrente do Golfo fluindo do México à Europa (Imagem: NASA/WIkimedia Commons)

Tipos de Correntes marítimas

A temperatura é o principal fator utilizado para classificar as correntes marinhas, dividindo elas entre correntes quentes e correntes frias.

  • Correntes quentes: se formam próximas à Linha do Equador e fluem em direção aos pólos da Terra. A temperatura mais alta faz com que sejam menos densas e, portanto, ficam mais próximas à superfície. Elas também são mais rápidas que as correntes frias e contribuem para o aumento da umidade nas áreas litorâneas, já que a evaporação da água é maior.

  • Correntes frias: suas propriedades são as opostas às das quentes – sua formação é nos pólos do globo terrestre, de onde seguem em direção aos trópicos. São mais densas e ocupam uma profundidade maior que as correntes quentes. Por conta disso, elas promovem o movimento de sedimentos no leito oceânico. Elas são mais lentas que as correntes quentes e fornecem menos umidade às áreas costeiras.

A influência das correntes oceânicas

O poder de influência das correntes no clima de um local pode ser percebido pelos efeitos de exemplos como a Corrente do Golfo, que se origina no Golfo do México e flui em direção à Europa. Sem ela aquecendo o ar que a acompanha, o continente europeu seria ainda mais frio.

O Deserto do Atacama é resultado da baixa umidade fornecida a região pela Corrente de Humboldt (Imagem: Peter Schultz/Brown University)
O Deserto do Atacama é resultado da baixa umidade fornecida a região pela Corrente de Humboldt (Imagem: Peter Schultz/Brown University)

O oposto também é válido: a Corrente de Humboldt, que passa pela costa do Chile e do Peru, torna as águas e o clima nesses países mais frio do que o esperado para sua latitude. Além disso, por fornecer pouca umidade para o ar, esta corrente é um dos fatores que ocasionou a formação do Deserto do Atacama.

Fonte: Canaltech

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