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Dudu

Mauro Beting
·1 minuto de leitura
Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images

ESCREVE ANDRÉ AVLIS

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Dudu, vou te chamar assim - gosto do nome. É o nome de um dos ídolos do meu time. Craque, inclusive.

Doeu ver você chorar. Doeu ver você triste. Doeu ver você assustado. Doeu ver você frágil. Doeu.

Me causou um sentimento que não gosto de ter; raiva.

Algo que dói, fere, corrói e desumaniza foi feito com você. Como acontece diariamente num lugar onde pessoas insistem em relativizar. Por conivência. Por omissão. E até por opção (sic!).

Eu não postarei o vídeo. Gosto mais da foto de um menino com um olhar obstinado, concentrado e centrado - Você.

E é por isso que falam para te marcar. Gritam pelo seu tom por saber que você tem o dom - típico.

Dudu, me escuta e não os escuta. Se mantenha firme com a altivez transmitida por essa imagem. Levanta a cabeça e o punho. Coragem!

É assim que eles se incomodam, sentem medo e desconforto.

É quando percebem que a força vinda da ancestralidade queima dentro de um povo.

Sua força. Sua.

Então, usea-a. Como usaram, usam e usarão vários dos seus. Levanta e anda - como cita Emicida. Combata. Olhe-os de frente e encare-os.

Eu sei que seus pais enxugaram suas lágrimas. Queria poder ter feito o mesmo. Mas por aqui te mando um abraço.

Lembre-se: você mais forte do que imagina. Então seja.

ESCREVEU ANDRÉ AVLIS

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