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Duas redes de farmácia dos EUA aceitam pagar US$ 10 bi por crise de opioides

A rede de farmácias americanas CVS Health e Walgreens anunciaram, nesta quarta-feira (2), um acordo preliminar para pagar um total de US$ 10 bilhões a estados e municípios dos Estados Unidos, para resolver todas as ações judiciais contra ela referentes à crise dos opioides.

A CVS Health concordou em pagar mais de US$ 5 bilhões ao longo de dez anos, e a Walgreens, US$ 4,95 bilhões, no período de 15 anos.

A crise dos opioides, que deixou mais de 500.000 mortos em 20 anos nos Estados Unidos, levou a inúmeros processos na Justiça contra os fabricantes de medicamentos, distribuidores e farmácias por parte das vítimas e também de cidades, condados e estados, afetados por suas consequências.

"Estamos satisfeitos com resolver essas ações de longa data e deixá-las para trás é o melhor para todas as partes, assim como para nossos clientes, colegas e acionistas", disse o diretor de políticas da CVS, Thomas Moriarty, em um comunicado.

“Estamos comprometidos com trabalhar com estados, municípios e tribos, e continuaremos com nossas importantes iniciativas para ajudar a reduzir o uso ilegítimo de opioides prescritos”, acrescentou.

Em princípio, o acordo cobre ações judiciais de todas as entidades governamentais dos Estados Unidos, informa o comunicado.

Já a Walgreens disse estar "decidida a ser parte da solução".

Ambas as redes esclareceram que os acordos não representam, de forma alguma, uma admissão de sua responsabilidade, ou uma admissão de irregularidades que tenham cometido.

- 'Cumprir todas as condições' -

A maior parte dos valores a serem pagos pela CVS e pela Walgreens serão destinados para os estados e municípios que iniciaram os processos contra essas redes, e o restante, para as tribos nativas americanas. Esses montantes não cobrem ações individuais.

Em uma entrevista com analistas de Wall Street por ocasião da apresentação dos resultados trimestrais do grupo, a CEO da CVS, Karen Lynch, disse que, para o pagamento destes montantes, "deve-se cumprir todas as condições, o que significa que os estados devem aderir" ao acordo.

Ela lembrou ainda que a CVS já teve uma experiência similar na Flórida. No final de março, chegou a um acordo de US$ 484 milhões com esse estado para resolver ações judiciais sobre opioides. A quantia será destinada a financiar tratamentos pelo abuso de drogas e enfrentar as consequências dessa crise na saúde.

Junto com Rite Aid e Walmart, CVS e Walgreens também chegaram, no verão passado, a um acordo de US$ 26 milhões com dois condados de Nova York.

Ao mesmo tempo, vários laboratórios e distribuidores de medicamentos já aceitaram acordos de princípio para resolver os processos neste caso.

Em julho, a farmacêutica israelense Teva anunciou um acordo provisório de mais de US$ 4 bilhões com os demandantes.

No início de março, a Purdue chegou a um acordo com vários estados americanos, propondo-se a pagar até US$ 6 bilhões.

Em fevereiro, a Johnson & Johnson e três grandes distribuidores – McKesson, AmerisourceBergen e Cardinal Health – confirmaram que pagarão um total de US$ 24,5 bilhões para encerrar os processos contra eles.

- Desastre sanitário -

Na origem de mais de 500.000 mortes por overdose em 20 anos nos Estados Unidos, a crise dos opioides deu origem a uma infinidade de procedimentos.

Nesse desastre de saúde, os produtores de analgésicos são acusados de provocar a dependência de muitos consumidores e estimular os médicos a receitarem seus produtos em excesso, mesmo sabendo dos riscos.

Para muitas pessoas, a dependência de opioides começa com analgésicos prescritos, até que se chegue a aumentar seu uso e, eventualmente, recorrer a drogas ilícitas, como heroína e fentanil, um opioide sintético extremamente potente.

Em 2020, 90.000 pessoas morreram por overdose de drogas, sendo em torno de 75% de opiáceos.

"Reconhecemos a gravidade que o uso indevido de opiáceos teve em tantos americanos", admitiu Lynch.

dho/caw/st/yow/db/ll/tt