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Duas lendas urbanas sobre a milícia que precisam ser desfeitas

·2 minuto de leitura

No terreno fértil das lendas urbanas, uma brotou com força há alguns anos no Rio de Janeiro: a tese de que a milícia é um mal menor, quando comparada ao tráfico. Como desdobramento dela, vem outra teoria, a de que os paramilitares, pelo seu modus operandi, reduzem os índices de criminalidade nas suas áreas de atuação; miliciano não rouba, mata com parcimônia, coíbe os pequenos crimes. Se um dia foi assim, deixou de ser. Basta olhar os números.

Pegando as principais áreas onde atua a quadrilha de Wellington da Silva Braga, o Ecko — morto no sábado numa operação da polícia — e analisando os dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) só restam duas opções: ou não há correlação alguma entre a presença da milícia num local e a redução nos índices ou os milicianos são erráticos, fazendo a criminalidade crescer em alguns pontos e cair em outros, de acordo com seu estado de espírito.

Em Santa Cruz, bairro da Zona Oeste e berço do clã de Ecko, entre janeiro e abril deste ano os homicídios cresceram 10%, na comparação com o mesmo período do ano passado. O mesmo aconteceu na área dos municípios de Queimados, Seropédica e Itaguaí, na Baixada Fluminense, locais onde os paramilitares do grupo têm forte atuação: lá, as mortes subiram 15% no primeiro quadrimestre de 2021. Já em Campo Grande, onde a quadrilha atua intensamente há anos, houve uma queda de 20% nos homicídios.

Milícia também rouba. Ou, pelo menos, deixa roubar. Em Nova Iguaçu, onde o bando de Ecko explora de tudo — venda de roupas falsificadas, remédios, cestas básicas, sinal de internet, botijão de gás, terrenos, a lista é longa — os registros de roubo em abril deste ano subiram 38% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em Itaguaí, aumentaram 31%. Em Queimados, saltaram absurdos 131%. Na média do estado, o crescimento foi de 23%.

Não importa se quem está assaltando e matando numa área é traficante, miliciano, se veste a camisa da facção A ou da quadrilha B. Os integrantes da milícia e do tráfico cada vez mais se parecem uns com os outros, como homens e porcos nas últimas linhas de “A revolução dos bichos”, de George Orwell. No fim das contas, é tudo bandido.

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