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Duas doses da vacina da J&J reduzem internações pela ômicron

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- Duas doses da vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson reduziram as internações causadas pela variante ômicron na África do Sul em até 85%. O dado chama a atenção, já que o imunizante tem sido cada vez mais usado em todo o continente, disseram pesquisadores.

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Os resultados são animadores diante da forte onda de contágios pela ômicron, que elevou o total global de casos diários para um recorde. Evidências sugerem que a nova cepa, que carrega várias mutações, consegue vencer a proteção geralmente fornecida pelas vacinas. Os dados também podem ajudar a explicar por que as internações e mortes não têm acompanhado o crescimento exponencial de novos casos.

O estudo do Conselho de Pesquisa Médica da África do Sul constatou que os níveis de proteção aumentaram nas semanas e meses após a administração de uma dose de reforço para os que receberam anteriormente a vacina da J&J. O imunizante preveniu 85% das internações de um a dois meses após a segunda dose, contra 63% para pessoas que receberam o reforço nas últimas duas semanas.

“Os resultados são importantes e tranquilizadores”, disse Glenda Gray, pesquisadora-chefe e presidente do Conselho de Pesquisa Médica da África do Sul. O estudo, um dos maiores do tipo no mundo, “mostra em nível global que esse regime pode ser útil”, disse Gray em entrevista por telefone.

Quase meio milhão de profissionais de saúde sul-africanos receberam vacinas da J&J como parte de um grande ensaio antes da campanha nacional no início deste ano. O reforço da mesma dose única foi administrado a partir de novembro, o que possibilitou a pesquisa.

Cepa dominante

Os pesquisadores acompanharam as internações registradas entre 8 de novembro a 17 de dezembro na África do Sul, quando a ômicron rapidamente se tornou a cepa dominante em circulação no país. Eles compararam os registros de 69.092 profissionais de saúde que receberam a vacina da J&J com um grupo correspondente de indivíduos não vacinados que estavam inscritos na mesma organização de cuidado gerenciado.

Entre os não vacinados, foram registradas 713 internações em comparação com 10 hospitalizações entre pessoas que receberam o reforço em duas semanas, 8 no período de duas semanas a um mês, e três pessoas internadas entre os que receberam a dose de reforço no prazo de mais de um mês.

Os resultados são a primeira evidência de que o reforço da vacina da J&J administrada entre seis a nove meses após a dose inicial é eficaz contra infecções graves causadas pela ômicron, disseram os pesquisadores no estudo publicado no medRxiv.org.

A Johnson & Johnson havia distribuído globalmente mais de 200 milhões de doses de sua vacina até meados de dezembro, tornando-se a sétima mais usada no mundo, de acordo com a empresa de análises de saúde Airfinity.

O estudo foi financiado pelo governo e também por doadores, como o Solidarity Response Fund NPC, The Michael & Susan Dell Foundation, The Elma Vaccines and Immunization e Bill & Melinda Gates Foundation.

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