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Drifting Home | Conheça o novo filme de animação da Netflix

Chega à Netflix nesta sexta-feira (16) Drifting Home, a mais recente aposta do streaming nas animações japonesas voltadas ao público adulto. Embora a estética anime remeta sempre a heróis gritando e dando porrada, ao estilo Dragon Ball Z e Naruto, o longa que acaba de estrear na plataforma aposta em uma trama bem mais adulta e com tons emotivos. Em linhas gerais, é um belo anime para chorar.

Parece brincadeira, mas esse é um nicho que a Netflix vem explorando em relação aos seus lançamentos orientais com relativo sucesso. Filmes como Your Name e A Voz do Silêncio conquistaram um público considerável ao criar histórias fantásticas com metáforas sensíveis para questões do cotidiano, como a empatia, arrependimento e solidão. E, com Drifting Home, as coisas não são diferentes.

No caso, o anime que é um dos destaques do streaming em setembro faz uma alegoria quase surreal sobre crianças presas em um condomínio à deriva em um oceano misterioso para falar sobre amadurecimento e sobre como, na maioria das vezes, crescer significa deixar algumas coisas para trás — por mais doloroso que isso seja.

Um mar de lembranças

A história de Drifting Home é focada em um casal de adolescentes japoneses — Kosuke e Natsume — que são vizinhos e amigos desde a infância. Só que o condomínio onde eles se conheceram e cresceram está prestes a ser demolido e, às vésperas da destruição, eles visitam a construção para se despedir do local com alguns amigos. E é quando a mágica acontece.

Durante essa visita ao prédio abandonado, eles são surpreendidos por algum tipo de mágica que os leva para outro lugar. De repente, o velho condomínio não está mais no meio das ruas caóticas de uma cidade japonesa, mas à deriva em um gigantesco e vasto oceano.

Com isso, seis crianças estão presas nesse prédio que flutua em alto mar e precisam encontrar um jeito de voltar para casa — ao mesmo tempo em que buscam entender o que diabos está acontecendo.

Visitar o prédio onde você cresceu é se perder em um mar de lembranças (Imagem: Reprodução/Studio Colorido)
Visitar o prédio onde você cresceu é se perder em um mar de lembranças (Imagem: Reprodução/Studio Colorido)

É em meio a essa jornada de volta para suas famílias que elas vão ter que lidar com suas próprias relações, sentimentos e traumas. Mais do que isso, a própria conexão que cada uma delas têm com o prédio em si precisa ser revista para que eles possam chegar ao seu destino em segurança.

E o que torna Drifting Home interessante é o modo tocante com que ele mistura essa fantasia com elementos bastante humanos. Como dito, o filme é uma grande metáfora para o amadurecimento e sobre a necessidade de deixar certas coisas irem embora, apesar da nossa resistência.

Isso fica bastante evidente na relação dos protagonistas. Ainda que a amizade de Kosuke e Natsume não seja mais a mesma coisa de quando eles eram crianças, eles ainda se apegam àquela imagem do passado e isso se torna uma espécie de âncora em suas vidas — a ponto de, em algumas situações, impedir que eles sigam em frente. E, curiosamente, muito desse apego passa pelo próprio condomínio em que eles estão presos, que carrega um mar de boas memórias.

Crescer é deixar algumas coisas para trás (Imagem: Reprodução/Studio Colorido)
Crescer é deixar algumas coisas para trás (Imagem: Reprodução/Studio Colorido)

Por isso tudo, Drifting Home é um anime para chorar. Por mais que a sua temática quase fantástica soe absurda à primeira vista, ele fala sobre temas que são comuns a todos nós, ainda mais na era da nostalgia em que somos tão apegados a essas lembranças de tempos mais coloridos. Contudo, como a jornada dessas crianças vai mostrar, amadurecer significa saber que algumas coisas precisam partir.

Histórico de renome

Como se não bastasse a mensagem tocante, Drifting Home chama a atenção também pelos nomes envolvidos. O filme é produzido pelo mesmo Studio Colorido que já entregou algumas obras igualmente marcantes, como Olhos de Gato, que também está disponível na Netflix.

O estúdio também é responsável pelo anime Burn The Witch, spin-off de Bleach que chegou a ser disponibilizado aqui pela Crunchyroll. E quem assistiu à antologia Star Wars: Visions, do Disney+, também vai reconhecer o nome pelo episódio Tatooine Rhapsody, o capítulo musical da série.

Contudo, o trabalho de maior renome do Studio Colorido é, sem dúvidas, Penguin Highway: O Mistério dos Pinguins. O longa chegou a ser lançado pela própria Netflix por aqui algum tempo atrás e conquistou não só o público como também a crítica, chegando a ser indicado à Melhor Animação no 42º Prêmio da Academia Japonesa de Cinema.

Drifting Home já está disponível na Netflix.

Fonte: Canaltech

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