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Dr. Jairinho recorreu a executivo da área da saúde para que corpo de Henry não fosse ao IML

Paolla Serra
·2 minuto de leitura

O médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), ligou para um alto executivo da área de saúde para tentar impedir que o corpo de seu enteado, Henry Borel Medeiros, de 4 anos, fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Em depoimento prestado na 16a DP (Barra da Tijuca), o advogado relatou ter sido contactado pelo parlamentar a partir de 4h57 do dia 8 de março. Ele havia chegado no Hospital Barra D’Or com a namorada, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, e o filho dela às 3h50. O óbito do menino só foi atestado às 5h42 pela equipe médica.

Na delegacia, a testemunha relatou que Jairinho lhe escreveu: “Amigo, quando puder me liga”; “amigo, me dê uma ligada”; “coisa rápida”; e “preciso de um favor no Barra D’Or”. Às 7h17, o executivo retornou, pelo aplicativo de mensagens, dizendo: “Pode ligar.” Segundo o advogado, o vereador, “em tom calmo, tranquilo e sem demonstrar nenhuma emoção”, contou que “tinha acontecido uma tragédia” e falou sobre a morte de Henry. Explicando que Monique “estava sofrendo muito”, ele pediu ajuda na “agilização do óbito”.

Na conversa, Jairinho teria solicitado ao executivo que o atestado de óbito fosse fornecido pelo próprio hospital. O advogado então pediu o nome da criança e, ao checar junto ao Barra D’or, foi informado de que ela chegara “em PCR, previamente hígida, apresentando equimoses pelo corpo” e que teve “óbito sem causa definida”. Ele ainda tomou conhecimento, através da equipe responsável pelo atendimento, de que Henry era “filho de pais separados e que o pai queria levá-lo ao IML, e o padrasto é médico e queria o atestado”.

Durante a ligação com profissionais do hospital, o advogado recebeu outras mensagens de Jairinho: “Agiliza ou eu agilizo o óbito? E a gente vira essa página hoje”; “vê se alguém dá o atestado para a gente levar o corpinho”; “virar essa página”. O advogado então teria explicado a situação e recebido como resposta: “Tem certeza de que não tem nenhum jeito? Se não tem jeito, vamos fazer o que tiver que ser feito”, seguidas de outros quatro telefonemas.

De acordo com o depoimento prestado pelas pediatras que receberam Henry na emergência, o menino já chegou morto à unidade de saúde, com as lesões descritas no laudo de necropsia. Os documentos apontam que que o menino sofreu hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente, e que seu corpo apresentava equimoses, hematomas, edemas e contusões.

Procurado pelo GLOBO, o advogado André França Barreto, que representa Jairinho e Monique, não quis comentar o termo de declaração da testemunha.