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Doria recua e cancela aumento de ICMS de bares e restaurantes em São Paulo

·3 minuto de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP - 12.09.2021 - Governador João Doria em Ato organizado pelo MBL e Vem pra Rua, na avenida Paulista, pedindo a saída do presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress) ORG XMIT: 592359 ORG XMIT: AGEN2109121732193926
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP - 12.09.2021 - Governador João Doria em Ato organizado pelo MBL e Vem pra Rua, na avenida Paulista, pedindo a saída do presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress) ORG XMIT: 592359 ORG XMIT: AGEN2109121732193926

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (15) a revisão da tributação dos estabelecimentos de alimentação, como bares e restaurantes.

O ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) do setor vai cair de 3,69% para 3,2% a partir de 1º de janeiro de 2022, uma redução de 13%. A medida vai beneficiar cerca de 250 mil estabelecimentos desse setor e representa uma renúncia fiscal de R$ 126 milhões.

Isso representa um recuo em relação ao aumento do ICMS em janeiro deste ano, quando a alíquota para estabelecimentos do setor enquadrados no regime especial de tributação passou de 3,2% para 3,69% da receita bruta.

“É uma renúncia fiscal importante para o governo, de mais de R$ 100 milhões, mas é necessário para a sobrevivência e retomada do setor de bares e restaurantes”, afirmou o secretário de Fazenda e Planejamento de São Paulo, Henrique Meirelles.

Também foi anunciado nesta quarta o Programa Retoma São Paulo, no valor de mais de R$ 500 milhões.

De acordo com a secretária de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Patricia Ellen, ele inclui uma linha de microcrédito de R$ 100 milhões do Banco do Povo, a partir de 1º de outubro, para empresários que ficaram com o nome sujo durante a pandemia, além de R$ 300 milhões para programas nos polos de desenvolvimento econômico no estado.

O pacote também conta com o Bolsa Empreendedor, com o pagamento de R$ 100 milhões para apoiar pequenos empreendedores no setor de alimentação, um valor de R$ 1.000 para cada um dos 100 mil empreendedores que podem se inscrever no programa.

O presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci, diz que 50% das empresas do setor no estado estão operando com prejuízo.

“Com o avanço da vacinação, o fim das restrições era o caminho a ser seguido. Agora, chega a ajuda em forma de redução de impostos e acesso a crédito. Os meses de retomada não têm sido fáceis e ainda há muito a ser feito, mas já é possível enxergar luz no fim do túnel”, afirma Solmucci.

“Queremos que São Paulo continue sendo reconhecido como um bom lugar para empreender e siga sendo uma referência na boa e diversificada gastronomia.”

ALIMENTAÇÃO

Em outubro do ano passado, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou o projeto de reforma administrativa e ajuste fiscal do governador João Doria, que extinguiu órgãos públicos e retirou isenções do ICMS.

Em janeiro deste ano, o governo voltou atrás e manteve o benefício para produtos hortifrutigranjeiros, insumos agropecuários, energia elétrica rural e medicamentos genéricos.

A mudança no ICMS para outros setores, no entanto, entrou em vigor em 15 de janeiro.

No caso dos bares e restaurantes, foram duas as mudanças, que variam de acordo com o tipo de enquadramento do estabelecimento. Para empresas que adotam o regime normal de tributação, o ajuste foi de 12% para 13,3% nas operações internas.

Aqueles enquadrados no regime especial de tributação passaram de um imposto estadual de 3,2% para 3,69% da receita bruta.

São Paulo definiu que valores inferiores à alíquota padrão de 18% de ICMS são benefício fiscal e, portanto, estavam sujeitos a reavaliação. O governo afirma ter feito um corte linear de 20% nas reduções e isenções. Ou seja: 80% do benefício ainda foi preservado.

Em abril, também foram reduzidas as alíquotas do leite pasteurizado e das carnes vendidas a estabelecimentos enquadrados no Simples Nacional.

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