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Doria pede que Anvisa tenha "independência" e não atenda a “pressões ideológicas"

João Conrado Kneipp
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Sao Paulo Governor Joao Doria (L) speaks during a press conference at Butantan's headquarters in Sao Paulo, Brazil, on January 7, 2021. - The Butantan Institute announced today that the effectiveness of the CoronaVac vaccine, developed in partnership with the Chinese laboratory Sinovac, is 78% against COVID-19, and that it has already initiated the request for emergency use of the immunizer by ANVISA (National Health Surveillance Agency). (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
A CoronaVac é a aposta de Doria no combate à Covid-19 e trunfo político contra seu rival Jair Bolsonaro. (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), pediu que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mantenha sua “independência” e não atenda a “pressões de ordem ideológica” na análise do pedido de uso emergencial da CoronaVac.

“Que a Anvisa mantenha independência, sua autonomia pela ciência e pela vida e em nenhum momento, mas em nenhum momento, pense em atender a qualquer tipo de pressão de ordem ideológica ou de outro tipo de pressão para prejudicar a velocidade imperativa de oferecer a essa vacina a oportunidade de salvar vidas de brasileiros em nosso país”, disse Doria.

Nesta quinta-feira (7), foi anunciado que a eficácia da CoronaVac contra o novo coronavírus é de 78% nos testes conduzidos no Brasil. Os estudos clínicos da vacina encabeçada pelo governo paulista foram apresentados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em reunião com membros do Butantan.

Após o encontro, o Butantan oficializou o pedido para registro emergencial do imunizante. O instituto espera que o rito para pedido de uso seja concretizado entre hoje e amanhã, em novas reuniões já agendadas com o órgão.

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A CoronaVac é a aposta do governador no combate à Covid-19 e trunfo político contra seu rival Jair Bolsonaro. A vacina do Instituto Butantan ganhou projeção ao entrar no centro de uma guerra política entre o presidente e o governador, prováveis adversários nas eleições presidenciais de 2022.

No fim de 2020, Bolsonaro esvaziou o plano de aquisição futura da Coronavac feito em outubro pelo seu próprio ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, criticou o governador João Doria e disse que a vacina não era confiável por causa de sua origem.

No entanto, nesta semana, o próprio Pazuello elencou a CoronaVac dentro das vacinas previstas no PNI (Plano Nacional de Imunização), e afirmou que o Brasil está preparado e tem seringas suficientes para iniciar a vacinação contra a Covid-19 ainda em janeiro.