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Doria fará ato pró-imunização com três ex-presidentes, mas sem aplicar vacinas

O Globo
·2 minuto de leitura

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), pretende reunir três ex-presidentes da República em um ato em defesa da vacinação contra a Covid-19 na próxima segunda-feira no Palácio dos Bandeirantes. Todos os ex-mandatários foram convidados em dezembro para participar de uma solenidade no aniversário da cidade de São Paulo, comemorado em 25 de janeiro. A ideia inicial era vacinar os ex-presidentes e, com isso, marcar o início da imunização no estado, mas os planos mudaram.

A vacinação em São Paulo foi antecipada e começou no último domingo, logo após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso emergencial da CoronaVac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. Convidados, os ex-presidentes Fernando Colllor de Mello (PROS), Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (PT) rejeitaram o convite.

A negativa de Collor foi dada em 18 de dezembro, quando ele agradece o convite, mas disse que não participaria. Nesta quinta-feira (21), Dilma, que mora em Porto Alegre, afirmou que considera "imprescindível que os trabalhadores da área da saúde e os idosos que vivem em instituições de longa permanência sejam priorizados". Segundo nota publicada em seu site, ela está com "braço estendido para receber a CoronaVac".

Confirmaram presença, segundo o governo estadual, FH, Temer e Sarney, que participará do ato de forma remota. O entorno de Doria espera dar um caráter suprapartidário à cerimônia. "O evento irá defender a importância da imunização contra o COVID-19. Ele terá caráter humanitário e apartidário", diz nota do governo paulista. Já Lula anunciou nesta quinta-feira que foi diagnosticado com Covid no fim do ano.

O número restrito de vacinas disponíveis e a demora para a chegada dos insumos importados da China para a produção do Instituto Butantan foram alguns dos motivos que levaram à mudança do plano original de vacinar os ex-presidentes, todos eles com mais de 70 anos. Também pesou o receio de que a iniciativa pudesse ser vista como uma espécie de privilégio a políticos, que estariam furando fila em um momento em que a imunização é restrita a profissionais da área da saúde.

A vacina contra o coronavírus é tema de disputa política entre Doria e o presidente Jair Bolsonaro. No domingo, Doria posou ao lado da enfermeira Monica Calazans na primeira foto de alguém sendo imunizado no Brasil. A atitude gerou reação no Palácio do Planalto.

Bolsonaro tentou minimizar a vitória do governador paulista. Se em 21 de outubro, o presidente se referia à CoronaVac como "a vacina chinesa do Doria", nesta segunda-feira (18) declarou que o imunizante "não é de nenhum governador", mas, sim, “do Brasil”.