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Doria diz que 'gasolina do posto Ipiranga acabou' ao apresentar comitê econômico de campanha

·4 min de leitura
SÃO PAULO, SP, 16.12.2021 – JOÃO-DORIA-SP: Pré-candidato à Presidência da República, o governador João Doria (PSDB-SP) apresentou nesta quinta-feira (16) os quatro primeiros nomes do comitê econômico de sua campanha. A equipe será formada por Henrique Meirelles (atual secretário de Doria), Ana Carla Abrão, Zeina Latif e Vanessa Rahal Canado. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 16.12.2021 – JOÃO-DORIA-SP: Pré-candidato à Presidência da República, o governador João Doria (PSDB-SP) apresentou nesta quinta-feira (16) os quatro primeiros nomes do comitê econômico de sua campanha. A equipe será formada por Henrique Meirelles (atual secretário de Doria), Ana Carla Abrão, Zeina Latif e Vanessa Rahal Canado. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pré-candidato à Presidência da República, o governador João Doria (PSDB-SP) apresentou nesta quinta-feira (16) os quatro primeiros nomes do comitê econômico de sua campanha. Ele classificou os integrantes da equipe como uma usina de talentos econômicos, que irá elaborar propostas focadas em acabar com a fome, reduzir a miséria e aumentar o emprego.

A equipe será formada por Henrique Meirelles (atual secretário de Doria), Ana Carla Abrão, Zeina Latif e Vanessa Rahal Canado. A expectativa do governador é incorporar à equipe mais dois nomes que ainda dependem de liberação de seus empregadores atuais para se juntar oficialmente ao grupo.

"O Brasil já entendeu que a gasolina do posto Ipiranga acabou. Não teremos um posto Ipiranga, teremos uma usina de talentos econômicos", afirmou o governador em uma referência ao apelido dado pelo atual presidente da República ao ministro Paulo Guedes (Economia).

"Começa a nascer hoje, com essas pessoas, com esses talentos, o Projeto Brasil, o melhor caminho para criarmos oportunidades para todos os brasileiros."

Formado por especialistas de viés liberal, os quatro ressaltaram diversas vezes a preocupação com o aspecto social das propostas que serão elaboradas. Também disseram possuir convergência de pensamento.

Ao serem questionados sobre a PEC dos Precatórios —que abriu um rombo no teto de gastos—, por exemplo, afirmaram que é necessário reverter o calote nessas dívidas, posição compartilhada pelo governador.

Meirelles afirmou que a base das propostas é a atual experiência do governo paulista, que classificou como um programa liberal com ações e preocupações sociais ou um programa social com base estrutural econômica liberal.

Zeina Latif disse que a economia brasileira está estagnada e que é necessário retomar o crescimento, mas que não há um "bala de prata", e sim uma série de ações que serão propostas.

"São várias frentes. Várias políticas públicas precisam ser reavaliadas para promover mais crescimento e igualdade de oportunidades, e com cada um de nós na sociedade fazendo seu sacrifício. Temos uma sociedade que tem de contribuir para esse processo."

Vanessa Canado, especialista na área tributária, afirmou que o desenho das políticas públicas precisar ir além da questão econômica e ter impacto positivo sobre o crescimento do país.

Coautora de uma proposta de reforma administrativa, Ana Carla Abrão afirmou que tirar o país da crise também passa por um Estado mais eficiente. "[Um Estado] maior ou menor, essa não é a discussão. É um Estado que atenda nossas necessidades."

Sobre a PEC dos Precatórios, o discurso foi o de que é importante fazer um programa social, mas com responsabilidade fiscal.

"Acho saudável que seja revisto. É importante manter o compromisso com o pagamento de precatórios", afirmou Zeina.

"Não há a menor hipótese de manter a PEC dos Precatórios. Nenhuma. Zero. É uma medida de irresponsabilidade fiscal, irresponsabilidade política e inconstitucional. Há que se estabelecer uma redução sensível na dimensão da pobreza, da miséria e da fome no Brasil, mas não é com a ruptura do teto de gastos", disse Doria.

Meirelles afirmou que não é produtivo gastar com programas sociais se o programa econômico, principalmente por falta de disciplina fiscal, destrói empregos e renda.

Ana Carla classificou a proposta aprovada pelo Congresso de PEC eleitoral. "A revisão dessa questão é fundamental. Em relação ao Auxílio Brasil, o que a gente precisa entender é que programas de transferência como o Bolsa Família são fundamentais, mas precisam ser desvinculados de ações absolutamente populistas."

Questionado sobre as últimas pesquisas eleitorais, Doria afirmou confiar nos levantamentos, mas disse que pesquisas qualitativas de três empresas contratadas mostram que somente a partir de maio a população começará a pensar nas eleições.

Por enquanto, disse ele, somente estão preocupados com essa questão os políticos, os jornalistas e a "Faria Lima", expressão utilizada como sinônimo de mercado financeiro.

"Pesquisa não dá resultado de eleição. Até maio, as mudanças não serão profundas. A partir de maio, a população passa a pensar na eleição. Hoje está preocupada com saúde e emprego."

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que ocupa a pasta da área no governo estadual paulista, será o porta-voz do grupo.

A economista Ana Carla Abrão foi secretária da Fazenda de Goiás de 2015 a 2016, onde ganhou fama como organizadora da máquina pública. É servidora concursada do Banco Central, onde trabalhou, e antes de ir a Goiás esteve na consultoria Tendências e no Itaú. Desde 2017, é chefe do escritório Oliver Wyman no Brasil.

Zeina Latif é outro nome conhecido do mercado, considerada uma das economistas mais influentes do país. Em 2012, associou-se à Gibraltar Consultoria, onde está até hoje, e em 2014 ingressou na XP Investimentos, onde foi a economista-chefe.

Vanessa Rahal Canado é o nome menos conhecido do grande público do time. Ela foi a assessora especial do ministro Paulo Guedes (Economia) para a área tributária, tendo trabalhado em todos os principais projetos da reforma tributária do governo.

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