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Doria descarta alterar ICMS para preservar preço do combustível na bomba

Letícia Fucuchima e Tais Hirata

"Não faz o menor sentido”, disse o governador de São Paulo a jornalistas O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta quarta-feira que o Estado “não estuda e nem estudará” alterar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para preservar o preço dos combustíveis na bomba.

Roberto Casimiro/Fotoarena/Agência O Globo)

“Não há a menor chance de o governo federal depositar essa conta nos governos estaduais, não faz o menor sentido”, disse a jornalistas após a realização do leilão do corredor rodoviário Piracicaba-Panorama.

Ainda segundo Doria, o sentimento entre os governadores com quem tem conversado é o mesmo: “Não faremos isso, é um tema federal”.

O preço dos combustíveis tem sido assunto de reuniões entre agentes do governo federal, após o temor gerado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.

Na última terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro voltou apontar medidas que, no entendimento dele, poderiam diminuir o preço cobrado dos consumidores. Ele afirmou que o ICMS representa, em média, um terço do valor na bomba, e que a incidência do imposto poderia ocorrer no preço da refinaria.

“O ICMS não incide sobre o preço da refinaria, mas em cima do preço médio na bomba. Daí aquele que está praticando o preço um pouco abaixo se vê prejudicado e aumenta”, argumentou. “Acho que a grande solução é cobrar ICMS no preço da refinaria”.

Na ocasião, o presidente ponderou que os estados passam por dificuldades nas finanças, e por isso dificilmente os governadores abriram mão de recursos sem contrapartida federal.