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Doria cobra plano de vacinação do governo Bolsonaro e cogita programa estadual para São Paulo

João Conrado Kneipp
·4 minuto de leitura
SAO PAULO, BRAZIL - NOVEMBER 19:  Governor of Sao Paulo Joao Doria speaks during a press conference to give updates about the development of the vaccine Coronavac of Chinese laboratory Sinovac Biotech at Palacio Bandeirantes on November 19, 2020 in Sao Paulo, Brazil. The batch with the first 120,000 doses of the CoronaVac vaccine arrived in Sao Paulo today. The material imported from China is being developed by the Chinese laboratory Sinovac, in partnership with the Butantan Institute. CoronaVac is one of four candidates for the vaccine against coronavirus that are being tested in Brazil, but has not yet had authorization from the National Health Surveillance Agency (Anvisa) to be applied in Brazil. (Photo by Rodrigo Paiva/Getty Images)
Governador de São Paulo cobrou a divulgação do plano nacional de vacinação pelo governo federal. (Foto: Rodrigo Paiva/Getty Images)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), cobrou do governo federal um plano de vacinação contra a pandemia do novo coronavírus. O governador afirmou que, caso o Ministério da Saúde não apresente um “plano sério e bem estruturado”, o estado de São Paulo irá elaborar um plano estadual próprio.

Nesta semana, a gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não cumpriu uma decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) que determinava que o governo detalhasse os planos para a imunização no país.

“Registro aqui, como governador, a perplexidade com o fato de não termos ainda um programa de vacinação. O governo federal já deveria ter anunciado um PNI (Plano Nacional de Imunização). Temos três vacinas em fase de aprovação pela Anvisa, incluindo a CoronaVac”, afirmou Doria, em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, nesta quinta-feira (26).

O Ministério da Saúde anunciou, na terça-feira (24), que pretende entregar até o final da próxima semana aos Estados e municípios o plano de vacinação para a Covid-19.

O programa deve prever uma campanha nacGovernador de São Paulo cobrou a divulgação do plano nacional de vacinação pelo governo federal.ional, inicialmente direcionada a grupos prioritários como profissionais de saúde, idosos e pessoas com comorbidades, a partir de janeiro de 2021.

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“Não faz sentido que o governo federal ainda não tenha anunciado aos governadores e à população seu Plano Nacional de Imunização. Não há nada mais importante do que a vacina hoje no país. O que a população deseja é a vacina”, completou.

‘PLANO B’ PARA SÃO PAULO

O governador ressaltou conta com um “plano B” independente para a população do estado para o caso de o governo Bolsonaro não apresente um programa de imunização “sério e bem estruturado”.

“Sim, temos um plano B. Se o governo não apresentar um plano sério e bem estruturado, São Paulo fará o seu programa de imunização sim. Temos estrutura médica e sanitária aqui do estado e não vamos esperar morrerem mais pessoas para aplicarem as vacinas”, destacou Doria.

O chefe do Palácio dos Bandeirantes também destacou que não vê nenhuma razão para que a CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech, seja incluída no PNI do governo.

A CoronaVac ganhou projeção ao entrar no centro de uma guerra política entre o presidente e o governador, prováveis adversários nas eleições presidenciais de 2022.

Bolsonaro esvaziou o plano de aquisição futura da Coronavac feito em outubro pelo seu próprio ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, criticou o governador João Doria e disse que a vacina não era confiável por causa de sua origem. Neste mês, o presidente voltou atrás e declarou que poderia autorizar a compra da vacina produzida pela Sinovac, mas não pelo preço que um "caboclo aí quer".

O PROGRAMA DE VACINAÇÃO CONTRA COVID-19

Coordenador do grupo sobre vacinas do Fórum de Governadores, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), explica que a intenção inicial era que o planejamento estivesse pronto até o final desta semana, mas o atraso fez com que a proposta, que está sendo elaborada por um comitê formado pelo governo federal, Estados, municípios e outras entidades associadas, fosse adiada para a primeira semana de dezembro.

Ainda assim, o plano deverá ficar pronto antes da aprovação e registro das vacinas mais adiantadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que pode levar a adaptações posteriores.

A distribuição das vacinas deve seguir a logística do Plano Nacional de Imunizações, com o material sendo distribuído aos Estados por caminhões --nesse caso, refrigerados-- mas podendo ser usados aviões e barcos no caso de municípios isolados, especialmente na região da Amazônia.

A intenção é que todos os Estados recebem as vacinas de forma simultânea. Está sendo analisada a possibilidade de que locais com um surto tenham prioridade, mas os governadores defendem um início conjunto da campanha para todos.

O cenário que está a ser traçado tenta levar em conta todas as vacinas que estão finalizando a fase três de testes clínicos e próximas ao pedido de registro. Entre elas, a desenvolvida pela Astrazeneca com a universidade de Oxford e que deve ser produzida no Brasil pela FioCruz, que encerrou a fase 3 e apontou eficácia de até 90% do imunizante.

Na terça-feira, em uma reunião na Anvisa, representantes do laboratório apresentaram mais documentos para avaliação de registro mas, segundo a Anvisa, não foi apresentada uma data para submissão do pedido final.

Já a chinesa Sinovac, que desenvolve a CoronaVac, a ser produzida pelo Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, deve apresentar os resultados de eficácia do seu produto em dezembro.

O presidente Jair Bolsonaro tem dado declarações desfavoráveis à vacina chinesa, dizendo que ela não inspiraria confiança devido a sua origem, numa queda de braços com o governador paulista, João Doria (PSDB), seu adversário político.