Mercado fechado
  • BOVESPA

    115.202,23
    +2.512,05 (+2,23%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    46.342,54
    +338,35 (+0,74%)
     
  • PETROLEO CRU

    66,28
    +2,45 (+3,84%)
     
  • OURO

    1.698,20
    -2,50 (-0,15%)
     
  • BTC-USD

    50.581,67
    +2.906,97 (+6,10%)
     
  • CMC Crypto 200

    982,93
    +39,75 (+4,21%)
     
  • S&P500

    3.841,94
    +73,47 (+1,95%)
     
  • DOW JONES

    31.496,30
    +572,16 (+1,85%)
     
  • FTSE

    6.630,52
    -20,36 (-0,31%)
     
  • HANG SENG

    29.098,29
    -138,50 (-0,47%)
     
  • NIKKEI

    28.864,32
    -65,78 (-0,23%)
     
  • NASDAQ

    12.652,50
    +197,50 (+1,59%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7780
    -0,0079 (-0,12%)
     

Doria anuncia pacote econômico para bares e restaurantes

ALINE MAZZO
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo do estado de São Paulo vai implementar um pacote de medidas para os setores de eventos, turismo, comércio e gastronomia, afetados pela quarentena imposta pela pandemia da Covid-19. O anúncio foi feito em entrevista promovida pela gestão João Doria (PSDB) nesta quarta (3). As condições e o detalhamento de quem poderá ter acesso aos benefícios serão divulgados nesta sexta (5). Como antecipado pelo jornal Folha de S.Paulo, a ajuda inclui oferta de crédito, parcelamento de débitos, suspensão de protestos e proibição do corte de fornecimento de gás e água para quem não conseguir quitar as faturas. Serão disponibilizados R$ 125 milhões adicionais em crédito via Banco do Povo e agência Desenvolve SP. Segundo a secretária estadual de Desenvolvimento, Patrícia Ellen, essas linhas de crédito terão condições especiais. No caso do Banco do Povo, afirma, os juros serão de 0,35%, e há ainda opções de empréstimo a juro zero, em parceria com o Sebrae, no caso de empreendedores que necessitem de auxílio. Para que as empresas possam ter acesso ao crédito, a Procuradoria-Geral do Estado suspenderá protestos de débitos inscritos na dívida ativa pelos próximos 90 dias. Essa medida será estendida a todos os setores e passa a valer a partir desta quinta (4). A fim de aliviar os gastos dos empreendedores, está proibido o corte no fornecimento de gás e água em razão da falta de pagamento. Os débitos não serão negativados e poderão ser parcelados em até 12 meses diretamente com as concessionárias. A medida só vale para quem tem água fornecida pela Sabesp e gás pela Comgás, pela Naturgy Gás e pela GasBrasiliano. As medidas foram anunciadas juntamente com a desistência do governo de manter a fase vermelha do Plano São Paulo, a mais restritiva, aos fins de semana em todo o estado. Assim, nos dias 6 e 7 está permitida a abertura de comércios e serviços, com exceção de bares, nas regiões de fase laranja. A flexibilização da quarentena e o pacote de ajuda foram definidos após forte reação do setores de comércio, bares e restaurantes contra o fechamento dos estabelecimentos aos fins de semana e no período noturno. Empresários donos de bares e restaurantes vinham pressionando a gestão Doria por medidas de socorro. A categoria realizou um novo protesto na terça (2), o terceiro em menos de 15 dias. O anúncio também não agradou completamente aos setores beneficiados. Para a Abrasel-SP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo), a entidade tem cumprido todas as regras sanitárias, mas acaba sendo punida pelo aumento dos casos de Covid-19. "Essa reabertura ainda é muito tímida, apesar de bem-vinda. Mas não somos os responsáveis pela alta de casos. No ano passado ficamos abertos por três meses seguidos, e os casos só foram subir depois das aglomerações em razão das eleições e das festas de fim de ano. As praias ficaram lotadas. Agora são os restaurantes que pagam essa conta. Estão matando a gastronomia de São Paulo", critica Percival Maricato, presidente do conselho estadual da associação. A categoria pede que os restaurantes e bares possam ficar abertos até as 23h, com ocupação máxima de 60%. "Fechando bares, você empurra as pessoas para festas clandestinas. Ou um jovem vai dormir às 20h porque o governador mandou?" Já a Associação Comercial de São Paulo avalia como positiva a reabertura do comércio aos fins de semana, mas pede que a capacidade máxima dos estabelecimentos aumente. "Precisamos liberar mais áreas nos comércios para que as pessoas não fiquem aglomeradas. Mas esperamos que as medidas sejam mais flexibilizadas daqui para a frente", diz Marcel Solimeo, economista-chefe da associação.