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Donos da Purdue propõem pagar US$ 4,3 bi para encerrar crise de opioides

Juliette MICHEL
·3 minuto de leitura
A Purdue Pharma se declarou culpada por organizar uma campanha agressiva para impulsionar a venda de opioides

A família Sackler, dona da farmacêutica Purdue, concordou em pagar cerca de US$ 4,3 bilhões, mais do que o inicialmente oferecido, em um novo plano de saída da falência para encerrar processos que acusam a empresa de alimentar a crise de opioides nos Estados Unidos.

Promotores estaduais que processam a Purdue Pharma consideraram a proposta insuficiente, o que poderia significar o fim da gigante farmacêutica.

A Purdue já havia concordado em se declarar culpada em outubro por sua promoção agressiva do analgésico OxyContin, que ela sabia ser potencialmente viciante.

Suas práticas comerciais, como as de outros laboratórios, atacadistas e redes de farmácias, levaram, desde o final da década de 1990, ao uso excessivo de analgésicos opioides, causando uma explosão de overdoses nos Estados Unidos.

Na esperança de pôr um fim à avalanche de litígios, a Purdue pediu concordata em setembro de 2019, mas o acordo proposto foi rejeitado por mais de vinte promotores na época.

O grupo revelou um novo plano na noite desta segunda-feira que pode abrir caminho para uma resolução abrangente de muitas disputas atualmente nos tribunais dos Estados Unidos relacionadas aos opioides.

- US$ 1,5 bi a mais-

De acordo com o novo plano de reestruturação, a empresa forneceria 500 milhões de dólares imediatamente e outro bilhão depois, enquanto os Sacklers contribuiriam com quase 4,3 bilhões de dólares na próxima década, além dos 225 milhões de dólares em multas do Departamento de Justiça.

Isso é mais do que os 3 bilhões de dólares que os Sacklers se ofereceram para pagar em setembro de 2019. A família também teria que vender seus negócios farmacêuticos ao redor do mundo em sete anos. O custo total do acordo chegaria a 10 bilhões de dólares.

O plano de saída da falência prevê a dissolução da Purdue Pharma e a criação de uma nova entidade para administrar os recursos e atender às demandas dos diversos atores envolvidos: estados e comunidades locais, tribos indígenas, cuidadores ou tutores de crianças nascidas com síndromes de abstinência e vítimas.

“Com as overdoses de drogas ainda em níveis recordes, é hora de usar os ativos da Purdue para ajudar a resolver a crise”, disse o presidente da Purdue, Steve Miller, em um comunicado.

“Estamos convencidos de que esse plano atende a esse objetivo”, acrescentou.

- "Imunidade" -

A proposta, porém, ainda não foi aprovada por um tribunal de falências e muitos promotores estaduais já expressaram sua "decepção" com os valores.

"Embora contenha melhorias na proposta que a Purdue apresentou e que rejeitamos em setembro de 2019, não corresponde ao que as famílias e sobreviventes merecem", escreveram vários deles em um comunicado conjunto.

A procuradora do Estado de Massachusetts, Maura Healey, criticou uma proposta que considera um "insulto".

"Os Sacklers querem usar a catástrofe que criaram para comprar imunidade a preço de banana. Com este acordo, eles ficarão mais ricos", lamentou Healey em uma postagem no Facebook.

Outras empresas foram acusadas de alimentar a crise dos opioides e o aumento das overdoses que provocou. Mais de 500.000 americanos morreram de overdoses de opioides, tanto com receita como sem, desde 1999, de acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Mas a Purdue é criticada por ser o primeiro laboratório a pressionar os profissionais médicos a prescreverem Oxycontin em excesso desde os anos 1990, quando esses medicamentos poderosos eram reservados para o tratamento de doenças graves.

jum-ad/yo/am/mvv