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Dono de gestora com US$ 49 bilhões prefere Santa Fé a Nova York

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Depois de perder o emprego após uma crise imobiliária em Nova York, Garrett Thornburg passou vários meses em 1975 recebendo seguro-desemprego enquanto morava em um loft na Lafayette Street.

“Provavelmente, fui o primeiro membro de minha classe na Harvard Business School a receber seguro-desemprego”, disse Thornburg, de 75 anos, em entrevista.

Sua sorte logo mudou. Thornburg se tornou diretor financeiro da New York State Urban Development e, em 1979, começou a trabalhar no banco de investimento Bear, Stearns & Co., onde era sócio comanditário e membro fundador do departamento de finanças públicas.

No entanto, não foi em Wall Street que Thornburg construiu sua fortuna. Em 1982, mudou-se para a cidade de Santa Fé, no Novo México, para lançar o que viria a ser a Thornburg Investment Management. Hoje, a empresa tem 250 funcionários e cerca de US$ 49 bilhões em ativos. A gestora supervisiona quase duas dúzias de fundos, de acordo com o site da empresa.

Thornburg disse que recebe regularmente currículos não solicitados de pessoas ansiosas para trabalhar nos escritórios da empresa ao norte de Santa Fé, às sombras das montanhas Sangre de Cristo.

“Em vez de lugares como Nova York, você pode fazer seu trabalho em algum lugar como o Novo México, onde a vida é muito mais barata, muito mais lenta e você não precisa de deslocar para o trabalho, então ganha uma hora ou mais todos os dias”, disse.

Lugar atípico

Na época, o Novo México era, e continua sendo, um lugar atípico para uma grande empresa de serviços financeiros. A Thornburg pode muito bem ser a única corretora cujos principais escritórios estão no estado, segundo dados compilados pela Securities Industry and Financial Markets Association.

O executivo admite que a decisão de abrir uma empresa em uma cidade isolada a 2.195 metros acima do nível do mar “não foi racional”. Tendo crescido em uma pequena cidade em Minnesota, não conseguia imaginar criar seu filho de 2 anos em Nova York. Ele e a então esposa, uma artista, se estabeleceram na capital do Novo México porque haviam se apaixonado pela região em viagens anteriores. Mas, antes do uso generalizado da Internet e dos aparelhos de fax, esse não era o lugar mais conveniente.

“Era tão remoto que, após uma viagem de negócios, trouxe uma impressora de Dallas porque não tínhamos uma loja de materiais para escritório em Santa Fé”, lembra.

E ainda há a viagem necessária a Nova York para atrair novos grandes investidores. Foi isso que trouxe Thornburg e sua equipe de volta no mês passado, quando tocaram o sino da oferta pública inicial de US$ 580 milhões do novo Thornburg Income Builder Opportunities Trust.

Mais atraente

Ainda assim, Thornburg acredita que a pandemia mudou a equação, tornando o Novo México mais atraente para residentes das grandes cidades. Outra vantagem: Santa Fé, com uma população de 84 mil habitantes, faz companhia à vizinha Albuquerque como um centro de back office de baixo custo.

Algumas empresas financeiras têm deixado Nova York recentemente em busca de cidades menos tradicionais, mas a maior parte da atenção se concentrou na Flórida, que tem impostos mais baixos, em vez de locais mais distantes.

Embora Thornburg continue como presidente do conselho e tenha participação de cerca de 20% na empresa, agora concentra grande parte da atenção em sua fundação, que tem uma dotação de US$ 157 milhões.

Criada em 1999, a Thornburg Foundation ajudou a promover uma mudança na constituição do estado para estabelecer uma comissão de ética, apoiou a criação de um departamento autônomo para a primeira infância no Novo México e auxiliou ONGs na obtenção de empréstimos governamentais para o combate à Covid.

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©2021 Bloomberg L.P.

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