Mercado fechado
  • BOVESPA

    120.348,80
    -3.132,20 (-2,54%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.892,28
    -178,62 (-0,39%)
     
  • PETROLEO CRU

    52,04
    -0,32 (-0,61%)
     
  • OURO

    1.827,70
    -2,20 (-0,12%)
     
  • BTC-USD

    36.564,05
    +1.563,39 (+4,47%)
     
  • CMC Crypto 200

    701,93
    -33,21 (-4,52%)
     
  • S&P500

    3.768,25
    -27,29 (-0,72%)
     
  • DOW JONES

    30.814,26
    -177,24 (-0,57%)
     
  • FTSE

    6.735,71
    -66,25 (-0,97%)
     
  • HANG SENG

    28.573,86
    +76,96 (+0,27%)
     
  • NIKKEI

    28.519,18
    -179,12 (-0,62%)
     
  • NASDAQ

    12.759,00
    -43,25 (-0,34%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3954
    -0,0457 (-0,71%)
     

Ex-secretários de Defesa dos EUA reagem a áudio de Trump pressionando por fraude eleitoral

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
Foto: Dennis Van Tine/STAR MAX/IPx 202
Foto: Dennis Van Tine/STAR MAX/IPx 202

Sem citar Donald Trump, dez ex-secretários de Defesa dos Estados Unidos fizeram uma carta aberta neste domingo (3) em que dizem que "o tempo de questionar os resultados [das eleições] já passou" e que "envolver os militares em disputas eleitorais atravessaria um território perigoso".

Eles representam todos os ex-secretários ainda vivos que ocuparam o cargo -incluindo Mark Esper, que ocupou o cargo durante o governo do republicano até 9 de novembro, quando foi demitido após uma série de desentendimentos com Trump, como se opor ao uso de tropas militares para reprimir os protestos antirracismo em várias cidades do país, em junho.

Leia também

A carta foi publicada no Washington Post, logo após o jornal revelar que o presidente Donald Trump tentou pressionar o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, a "encontrar" votos suficientes a seu favor.

Na gravação de uma ligação telefônica, obtida pela publicação americana, o presidente repreendeu o secretário, depois tentou bajulá-lo, implorou por ajuda e o ameaçou com consequências criminais vagas.

"Os governadores certificaram os resultados. E o colégio eleitoral votou. O tempo de questionar os resultados já passou; chegou o momento da contagem formal dos votos do colégio eleitoral, prevista na Constituição e no estatuto", diz o texto.

Eles ainda dizem que, como ex-secretários, fizeram juramento de apoiar e defender a Constituição e não "a um indivíduo ou a um partido".

Os antigos ocupantes do cargo ainda mencionam o atual secretário interino de Defesa, Christopher Miller, e dizem que ele e sua equipe devem "abster-se de quaisquer ações políticas que prejudiquem os resultados da eleição ou dificultem o sucesso da nova equipe."

"Os esforços para envolver as forças armadas dos EUA na resolução de disputas eleitorais nos levariam a um território perigoso, ilegal e inconstitucional", continua o texto. "Tais medidas seriam responsáveis, incluindo potencialmente enfrentando penalidades criminais, pelas graves consequências de suas ações em nossa república."

Assinam a carta Ashton Carter, Dick Cheney, William Cohen, Mark Esper, Robert Gates, Chuck Hagel, James Mattis, Leon Panetta, William Perry e Donald Rumsfeld.

Trump travou uma batalha jurídica e midiática para impedir a vitória de seu opositor e tem pressionado para que o Congresso anule o resultado da eleição de novembro, após as tentativas de sua campanha nos tribunais foram rejeitadas. O republicano insiste no discurso de que o pleito foi fraudulento, mesmo sem apresentar provas.

O novo Congresso dos EUA assumiu suas funções neste domingo e reelegeu a democrata Nancy Pelosi, 80, como presidente da Câmara dos Representantes. Isso acontece meio a um ambiente de incerteza política, com o controle do Senado a ser definido pela eleição na Geórgia na terça-feira (5), e de expectativa, com a promessa de uma sessão agitada no dia seguinte, na quarta-feira (6), quando o Congresso ratificará o resultado do Colégio Eleitoral.