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Dona do TikTok pode vender operações nos EUA para impedir bloqueio do app

Alberto Rocha
·4 minuto de leitura

Após ser flagrado espionando dados da área de transferência no iOS 14, o TikTok está na mira do governo norte-americano. A história acaba de ganhar novos capítulos e promete repetir os mesmos acontecimentos da Huawei, alvo de inúmeras sanções no país. Na noite da última sexta-feira (31), o presidente norte-americano afirmou a repórteres que viajam com ele a bordo do avião “Air Force One”, a proibição da rede social já a partir deste sábado, 1º de agosto.

No decreto que deve ser publicado ainda hoje, Trump deve obrigar a ByteDance, avaliada em torno de US$ 100 bilhões (R$ 521 bi), a vender suas operações nos EUA. Sem saída para evitar o bloqueio do TikTok no país, segundo informações da agência de notícias Reuters, a empresa controladora da rede social, teria cedido às pressões de Donald Trump e aceitado o acordo de alienação (nome dado para a cessão ou transmissão de bens/direitos), conforme já previam os rumores.

Até então, a ideia da companhia chinesa era manter uma participação minoritária nos negócios da TikTok nos EUA, acordo esse rejeitado pelo governo americano.

Para autoridades americanas o TikTok representa um risco nacional devido aos dados pessoais que ele manipula (Imagem: Reprodução)
Para autoridades americanas o TikTok representa um risco nacional devido aos dados pessoais que ele manipula (Imagem: Reprodução)

Declaração do TikTok

A Casa Branca e a ByteDance, em Pequim, não se pronunciaram oficialmente sobre o assunto, porém, neste sábado (1), através de um vídeo curto publicado na rede social, Vanessa Pappas, gerente geral do TikTok nos EUA, fez o seguinte comentário: "Quero agradecer aos milhões de americanos que usam o TikTok todos os dias, mostrando criatividade e alegria. Estamos vendo todo o apoio, e queremos dizer que não planejamos ir a lugar algum".

"O TikTok é um espaço para criadores e artistas se expressarem e se conectarem com pessoas e histórias diferentes. Também temos muito orgulho dos 15 mil funcionários que trabalham nesse aplicativo, e dos 10 mil empregos adicionais que providenciaremos a esse país nos próximos 3 anos. Fico feliz em anunciar que temos um fundo de US$ 1 bilhão para apoiar nossos criadores e, quanto à segurança, estamos criando o aplicativo mais seguro possível, porque sabemos que é a coisa certa a se fazer", concluiu a executiva.

O TikTok apareceu em 2017, após a ByteDance adquirir o aplicativo Musical.ly, com sede em Xangai, em um acordo de US$ 1 bilhão. No ano seguinte, o nome Musical.ly deu lugar ao nome TikTok e a rede social atingiu seu auge durante a pandemia do novo coronavírus. Hoje possui cerca de 80 milhões de usuários ativos somente nos Estados Unidos.

Nessa semana, os rumores indicavam que a Microsoft poderia assumir a controladoria do TikTok nos Estados Unidos, o que foi confirmado à Reuters na manhã deste sábado por fontes ligadas à empresa. Porém, de acordo com o Wall Street Journal, as conversas entre a desenvolvedora do Windows e a ByteDance foram interrompidas neste sábado depois que o presidente Donald Trump manifestou ser contrário ao acordo.

Mais cedo, a assessoria de imprensa do TikTok no Brasil entrou em contato com o Canaltech via e-mail e compartilhou o seguinte posicionamento referente à venda da empresa para a Microsoft:

"Embora não comentemos rumores ou especulações, estamos confiantes no sucesso a longo prazo do TikTok. Centenas de milhões de pessoas vêm ao TikTok para entretenimento e conexão, incluindo nossa comunidade de criadores e artistas que estão construindo meios de subsistência a partir da plataforma. Somos motivados por sua paixão e criatividade e comprometidos em proteger sua privacidade e segurança, enquanto continuamos trabalhando para trazer alegria às famílias e carreiras significativas para aqueles que criam em nossa plataforma".

Como podemos perceber, estamos apenas no começo desta que pode ser a segunda temporada da série de bloqueios a empresas chinesas pelo presidente dos EUA.

E aí, qual é a sua opinião sobre a potencial proibição do TikTok nos EUA?

Fonte: Canaltech

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