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Dona do TikTok planeja lançar seu próprio Aliexpress

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O e-commerce cross border, que pode ser traduzido como “além da fronteira", é uma das grandes tendências do comércio eletrônico. A modalidade se refere às operações comerciais que ocorrem por meio da exportação de produtos comprados através de uma loja virtual.

As transações podem correr das seguintes formas, entre uma empresa (varejista ou marca) e um consumidor (B2C), entre duas empresas, muitas vezes marcas ou atacadistas (B2B), ou entre duas pessoas privadas (C2C), por exemplo, através de plataformas de mercado como a Amazon ou eBay.

A categoria cross-border tem crescido em ritmo acelerado nos últimos anos com o avanço da digitalização impulsionada pela pandemia, o aumento da velocidade dos processos envolvendo a entrega das encomendas que antes levavam meses e hoje em dia levam dias. Considerando o aumento da popularidade do TikTok (ou Douyin, na China) ao redor do mundo, principalmente na China, essa modalidade se favoreceu mais ainda.

Uma fonte próxima ao ByteDance, informou que em 2021 o comércio eletrônico independente da Douyin atingiu a meta de 500 bilhões. Apesar do crescimento da plataforma, Kang Zeyu, presidente da Douyin e-commerce, declarou que não queria depender somente do tráfego do aplicativo para aumentar a quantidade de vendas on-line.

<em><strong>(Foto: Reprodução)</strong></em>
(Foto: Reprodução)

Em 9 de dezembro de 2020, Zhang Yiming, CEO da ByteDance Global, mencionou que a empresa está se concentrando em três novas direções de negócios, o comércio eletrônico internacional, serviços empresariais e LKP (kits de hardware de escritório). Dentre os projetos, está o futuro projeto de e-commerce transfronteiriço orientado à exportação que recebeu o codinome "Magellan XYZ".

Anteriormente, alguns membros da indústria analisaram os relatórios, sugerindo que o projeto "Magellan XYZ" tem três possibilidades, a primeira seria o foco na distribuição do tráfego do Douyin, colhendo as taxas de publicidade dos vendedores massivamente, a segunda seria a construção de uma plataforma de comércio eletrônico internacional contando com fornecedores nacionais para abrir a cadeia no exterior e a terceira seria a incorporação da plataforma de forma secundária no aplicativo respeitando a lógica do Douyin dando mais ênfase ao conteúdo, mas a empresa ainda não se pronunciou sobre o foco do projeto.

A ByteDance tem feito diversos investimentos relacionados ao e-commerce cross border nos últimos tempos. A gigante investiu MPOW Technology Co., Limited, um famoso vendedor da Amazon, e na Fujian Zongteng Network Co., Ltd., um fornecedor de serviços de infra-estrutura transfronteiriça que conta com logística dedicada e armazéns no exterior, ampliando cada vez mais sua base para construir uma plataforma capaz de competir com a Aliexpress.

Fonte: Canaltech

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