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Dona do Magalu e mais rica do Brasil: ‘temos que explicar racismo’

Marcus Couto
·2 minutos de leitura
Luiza Helena Trajano, do Magalu. (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
Luiza Helena Trajano, do Magalu. (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

A empresária Luiza Trajano, fundadora do Magazine Luiza e atual mulher mais rica do Brasil, segundo a lista mais recente da Forbes, disse nesta semana que a empresa precisa contribuir mais com a discussão sobre o racismo no Brasil.

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A fala de Trajano foi feita durante o Fórum de Igualdade Racial, na última terça-feira (22), e reproduzida em reportagem do portal UOL. Trajano associou ainda a capacidade das empresas de inovar à diversidade racial de seus times.

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"Sem diversidade, [as empresas] não têm inovação, não têm criatividade”, disse a empresária. “Esse final de semana entendi que temos que explicar mais o que é o racismo. Nós ainda temos que educar mais a população sobre isso.”

Nos últimos dias, o Magazine Luiza foi centro de uma discussão nas mídias sociais por conta do anúncio de um programa de trainees exclusivo para negros. Apesar de ter sido comemorado e elogiado por especialistas em causas de igualdade racial, parte da sociedade reclamou, acusando a empresa de ‘racismo inverso’ – termo sem base em qualquer estudo acadêmico sério, e geralmente usado para validar e perpetuar o racismo estrutural.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o CEO da empresa, Frederico Trajano, compartilhou números que comprovam essa distorção racial. Apesar de 53% dos funcionários da Magalu serem negros, apenas 16% dos líderes são negros. Em 15 anos de programas de trainees, de 250 formados, apenas 10 eram negros.

“Essa dificuldade de acesso tem sido um problema para uma companhia que acredita que a diversidade aumenta a competitividade, e queremos resolvê-lo”, disse Trajano.

Nos dias seguintes ao anúncio do programa de trainees exclusivo para negros, o Magalu viu suas ações na bolsa de valores subirem.

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