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Dona da Riot Games é proibida de lançar novos aplicativos na China

·3 min de leitura

Uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, a Tencent domina boa parte da internet na China. A gigante é conhecida por ser dona do WeChat, uma espécie de Whatsapp no país asiático que conta com funções de troca de mensagens até a realização de pagamentos e outras atividades.

A empresa, que também é proprietária da Riot Games, desenvolvedora do jogo League of Legends e da Garena, conhecida pelo jogo Free Fire, tem sofrido com as repressões de Pequim nos últimos meses, diante do plano do governo de “reduzir o vício em games” da população jovem. Em agosto, as autoridades já haviam decidido que menores de 18 anos só poderiam jogar três horas por semana.

Desta vez, a big tech foi proibida de lançar novos aplicativos e de atualizar qualquer um dos seus aplicativos existentes. De acordo com o jornal de Hong Kong, South China Morning Post (SCMP), o Ministério da Indústria e Tecnologia emitiu uma “orientação administrativa temporária” de efeito imediato, obrigando as lojas e plataformas de apps a cumprir a nova ordem contra a Tencent.

A empresa confirmou que iria cooperar com a suspensão, porém não há informações sobre o prazo da proibição. A nova medida trará um impacto para os 1,2 bilhões de usuários do WeChat e os 100 milhões de jogadores do RPG multiplataforma, Honor of Kings na China, já que não haverão novas atualizações para corrigir algum possível erro ou melhorar as plataformas, por tempo indeterminado.

Proibição é limitada às versões locais

A “boa notícia” é que a suspensão só afetará jogos e aplicativos nas versões chinesas, portanto os bem sucedidos MOBAs ("Multiplayer Online Battle Arena", em inglês) como Pokémon Unite e League of Legends não serão afetados em locais fora do país - o Unite está atualmente indisponível na China, considerando que o governo não aprovou nenhum jogo novo há mais de três meses.

<em>Sede de Tencent, dona da Riot Games (Imagem: Reprodução/Chris Yunker)</em>
Sede de Tencent, dona da Riot Games (Imagem: Reprodução/Chris Yunker)

Em setembro deste ano, Pequim paralisou, por tempo indeterminado, o processo de licenciamento que aprovava a entrada de novos jogos online no país. Com a repressão crescente das autoridades chinesas, diversas empresas de games tiveram dificuldades, dentre elas a Epic Games, que encerrou a sua versão do Fortnite na China, considerado violento e politicamente sensível pelos órgãos regulamentadores.

A proibição aos videogames é uma pauta antiga do governo chinês. Entre os anos 2000 e 2015, existia uma proibição parcial da comercialização de consoles no país, mas com a criação da zona livre de comércio em Xangai, as restrições foram removidas gradualmente com a entrada de empresas como a Sony, Microsoft e Nintendo na China.

Mas aparentemente, a suspensão atual dos aplicativos da Tencent vem em meio à necessidade crescente da criação de novas legislações pelo governo para regulamentar os dados no país. De acordo com o SCMP, a China promulgou recentemente a Lei de Proteção de Informações Pessoais, considerada uma das regulamentações mais duras do mundo em relação à segurança de dados pessoais, já que mudará muito a forma como as empresas operam dentro da segunda maior economia do mundo.

A Tencent comprou recentemente uma participação de 90% na empresa japonesa Wake Up Interactive, proprietária dos estúdios Soleil e Valhalla Game Studios, sinalizando que a big tech chinesa está expandindo seus investimentos no exterior, para possivelmente se livrar da vigilância do governo chinês.

Apesar de valer mais de US$ 500 bilhões (R$ 2,8 trilhões), a Tencent perdeu 20% de seu valor desde o final de 2020, em meio a regulamentações governamentais cada vez mais rígidas, principalmente contra o setor de games.

Fonte: Canaltech

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