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“Don Juan”: veja como agia estelionatário que seduzia mulheres em redes sociais

·3 minuto de leitura

Preso desde junho deste ano em Caucaia (CE), David Alves Bezerra, de 30 anos, também conhecido pelos apelidos “Berlim”, “Alemão” e “Don Juan”, foi ligado esta semana a outros crimes cometidos no estado de Goiás. Se passando por um falso analista da Receita Federal (RF), ele conquistava a confiança de mulheres através de redes sociais e as enganava para que elas o ajudassem a cometer uma série de golpes, que fizeram mais de 90 vítimas desde 2014.

Embora a maioria dos alvos se localizasse em Roraima (onde já havia sido preso anteriormente) e na região Norte do Brasil, também houve vítimas em Santa Catarina, Mato Grosso e Paraná. Ele atuava convencendo pessoas a comprar produtos pertencentes a um suposto leilão da RF, cujo pagamento era feito por depósitos em contas bancárias que eram emprestadas por outras pessoas.

Para convencer pessoas a emprestarem suas contas, Bezerra afirmava estar tendo problemas para acessar seus dados pessoais e movimentar valores. Em troca do favor, ele prometia entregar celulares, notebooks, perfumes importados e computadores, mas acabava não aparecendo no dia combinado para a entrega dos itens.

Imagem: Divulgação/Polícia Civil
Imagem: Divulgação/Polícia Civil

“Durante as investigações, tivemos acesso a imagens que demonstram uma vida de luxo que ele levava, o qual exibia suas viagens, andanças em carros e luxo e manuseio de altos valores em dinheiro, menosprezando inclusive a atividade policial que o investigava”, afirmou o delegado Leonilson Pereira ao UOL Economia.

Golpista seduzia vítimas usando redes sociais

Segundo o Metrópoles, Bezerra passou a atuar no Distrito Federal após conhecer uma mulher de 50 anos através de redes sociais. Ao chegar em Roraima, ela descobriu o passado criminoso do “Don Juan”, mas confiou nele e alugou uma casa em que ele pudesse morar. Poucos dias depois, ela rompeu o relacionamento ao ser informada por vizinhos que o golpista estava pedindo para que contas bancárias fossem emprestadas a ele.

Pouco depois, Bezerra iniciou por Facebook um relacionamento com uma professora de 34 anos, que concordou em emprestar sua conta bancária. Foi a partir desse momento que ele passou a se identificar como um analista da Receita Federal, que estava em Brasília para vender itens de um leilão que fracassou como consequência da pandemia do COVID-19.

Imagem: Divulgação/Polícia Civil
Imagem: Divulgação/Polícia Civil

Além da conta da professora, ele também passou a usar os dados de um instalador de luminárias que havia prestado um serviço em sua residência, em um condomínio de Valparaíso de Goiás. Ele afirmava que ambas pertenciam a seus supostos chefes na RF, e se aproximou se uma vendedora de lingeries através do app Badoo que o ajudou a atrair mais vítimas para o golpe.

Entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, o “Don Juan” enganou sete pessoas, sendo uma delas responsável por transferir R$ 7 mil. Além de exibir uma vida de luxo nas redes sociais, ele também exibia uniformes e fotos que comprovariam sua ligação com o emprego que dizia possuir. Ao perceber que estava envolvida em um crime, a comerciante criou um grupo no WhatsApp chamado “Vítimas de um golpe” para denunciar Bezerra, que desapareceu da Valparaíso e do radar da polícia.

Poucos meses depois, ele chegou ser preso no Ceará, acusado de seduzir mulheres e aplicar novos golpes — em um caso, ele chegou a receber um repasse de R$ 80 mil. O advogado do acusado, Roberto Castelo Branco, afirmou que seu cliente está colaborando com as investigações e nunca agrediu ou ameaçou qualquer uma de suas vítimas, cumprindo as condições necessárias para responder ao processo em liberdade.

Fonte: Canaltech

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