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Dolar abre sexta em queda enquanto mercado espera dados sobre a economia americana

*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 24-01-2019: Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 24-01-2019: Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar abriu esta sexta-feira (2) em queda frente ao real, pausando rali recente, enquanto operadores do mundo inteiro trabalhavam em modo de espera antes da divulgação de um importante relatório de emprego norte-americano, que, se apresentar leitura forte, poderia alimentar as apostas na manutenção de postura de política monetária agressiva por parte do Federal Reserve.

Às 9h07 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,29%, a R$ 5,2233 na venda, depois de na véspera ter fechado em alta de 0,73%, a 5,2386 reais, maior valor desde 3 de agosto (5,2781).

Na B3, às 9h07 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,40%, a R$ 5,2590.

Nesta quinta-feira (1º), investidores intensificaram a corrida por ativos ligados ao dólar e levaram a moeda americana a renovar a maior alta mundial em duas décadas. Preocupações com ameaças ao crescimento das principais economias do planeta estimularam a busca pela segurança dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

O índice DXY, que compara o dólar às principais moedas, avançou ao maior patamar para um fechamento diário desde 2002.

A taxa de câmbio brasileira subiu 0,71%, com o dólar comercial cotado a R$ 5,2380. Na variação máxima do dia, chegou aos R$ 5,2580.

Entre as moedas fortes que tombaram em relação ao dólar nesta quinta, a libra esterlina atingiu a menor cotação desde 1985. No mercado de câmbio brasileiro, a libra caiu 0,47%, cotada a R$ 6,0021.

Desde a semana passada reverbera nos mercados a fala do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) durante o simpósio de banqueiros centrais em Jackson Hole.

Jerome Powell afirmou que os americanos estão caminhando para um período doloroso de crescimento econômico lento e possivelmente aumento do desemprego.

Essa expectativa de baixo crescimento se deve à intenção do Fed de manter a política de elevação agressiva da sua taxa de juros. Os Estados Unidos buscam restringir o crédito para frear a maior inflação no país em quatro décadas.

Situação semelhante ocorre na Europa, onde o Banco Central Europeu também iniciou um processo de elevação de juros para conter a inflação.

A Europa ainda enfrenta a ameaça de ficar sem o abastecimento do gás da Rússia durante o inverno.

Na China, a economia também dá sinais de desaceleração enquanto Pequim segue paralisando atividades para combater o avanço da Covid, contribuindo para uma forte queda do petróleo.

Bolsa supera o exterior com PIB acima do esperado Após uma abertura em queda, a Bolsa de Valores brasileira conseguiu se afastar no fim do dia do cenário majoritariamente negativo no exterior. O Ibovespa subiu 0,81% nesta quarta, aos 110.405 pontos.

Em meio às expectativas de baixo crescimento global, o Brasil ganhou destaque conforme investidores passaram a digerir ao longo do dia dados melhores do que o esperado sobre a atividade econômica doméstica no segundo trimestre. O PIB do Brasil registrou crescimento de 1,2% em relação ao primeiro trimestre.

Em Nova York, o indicador parâmetro S&P 500 subiu 0,30%, depois de ter passado todo o dia no negativo. Já o índice Nasdaq, que acompanha empresas mais dependentes do crédito barato para crescer, caiu 0,26%.

Na Europa, Londres, Paris e Frankfurt tombaram 1,86%, 1,48% e 1,60%, nessa ordem.