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Dois milhões de doses da CoronaVac chegam a SP e Doria fala em "sentimento de esperança"

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Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images
Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images

Dois milhões de doses da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, pousaram na manhã desta sexta-feira (18) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

A vacina, que vem causando atritos públicos entre o governador João Doria (PSDB) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), precisa do aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser aplicada no país.

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O imunizante está atualmente em fase 3 de testes. A expectativa é que os resultados definitivos de eficácia sejam divulgados na próxima semana.

Esse é o terceiro lote da CoronaVac que chega a São Paulo vindo da China, seja com doses prontas ou com insumos para a produção doméstica pelo Butantan. Já estão em solo brasileiro mais de 3 milhões de doses.

Ao lado de Dimas Covas (diretor do Butantan) e Jean Gorintcheyn (secretário estadual de Saúde), João Doria esteve no aeroporto acompanhando a chega dos imunizantes.

"As vacinas estão chegando, a vacina do Butantan para ajudar e salvar milhões de brasileiros", afirmou Doria em um vídeo divulgado pelo governo, que falou em “sentimento de esperança”

Covas celebrou a chegada do novo lote e falou em usar imunizantes o mais breve possível.

"É a primeira vacina que está sendo produzida no Brasil e na América Latina. É um dia importante, semana que vem teremos mais vacinas chegando e essa é a nossa função: trazer as vacinas para que elas possam ser usadas o mais rapidamente possível", afirmou o diretor do Butantan.

Pedido de uso virá na semana que vem

O governo Doria já revelou que entrará na semana que vem com um pedido de liberação da vacina na Anvisa. A ideia é pedir o registro simultaneamente aqui e na agência sanitária chinesa. Assim, a expectativa seria de poder usar a CoronaVac já em janeiro de 2021.

"A partir de janeiro é possível que tenhamos autorização para o uso da vacina. A partir do dia 15, é possível que tenhamos 9 milhões de doses para serem usadas nos brasileiros. A vacina não pode ficar na prateleira, tem que ir para o braço dos brasileiros", disse Covas durante coletiva nessa quinta-feira (17).

O plano da gestão Doria é obter o registro na Anvisa e cumprir o calendário que prevê o início da vacinação no estado no dia 25 de janeiro.