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Dois meses após a vinda de Elon Musk para o Brasil, nenhuma parceria foi fechada

Encontro aconteceu em 20 de maio (Kenny Oliveira/MCom/Handout via REUTERS)
Encontro aconteceu em 20 de maio

(Kenny Oliveira/MCom/Handout via REUTERS)

  • Dois meses se passaram desde o encontro entre Elon Musk e Jair Bolsonaro no Brasil;

  • Até agora, nenhum acordo foi fechado com o governo;

  • Objetivo era implementar um projeto que levaria internet às zonas rurais e monitoraria a Amazônia.

Dois meses depois do bilionário Elon Musk ser recebido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) no Brasil, nenhuma parceria foi fechada. No encontro, discutiu-se um projeto para levar internet a escolas na zona rural do país e para monitorar a Amazônia.

A informação consta nas respostas do governo a três ofícios com questionamentos de deputados federais, segundo apurado pelo g1. Ao portal, o Ministério das Comunicações disse que, se o acordo for firmado, será de “forma legal e transparente”.

A negociação segue criticada por setores que afirmam que o Brasil já possui a tecnologia necessária para monitorar a Amazônia. Segundo especialistas, o que falta é a fiscalização dos órgãos competentes.

Mais de R$ 90 mil gastos

Apesar do protocolo indicar que o visitante é quem deve encontrar o mandatário, a situação foi invertida na vinda de Musk. Bolsonaro que viajou ao interior de São Paulo para encontrar o empresário, resultando em gastos superiores a R$ 90 mil com o cartão corporativo da Presidência da República – incluindo passagens e diárias da equipe presidencial de apoio. O Ministério das Comunicações não divulgou o quanto investiu no evento.

Bolsonaro também levou outros ministros, como Carlos França (Relações Exteriores), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência), Paulo Sérgio (Defesa) e Ciro Nogueira (Casa Civil).

O encontro aconteceu no dia 20 de maio, em um hotel de luxo na cidade de Porto Feliz. Cerca de cem pessoas estavam presentes, incluindo empresários como André Esteves, da BTG Pactual, Flávio Rocha, da Riachuelo, e Rubens Ometto, da Cosan.

Visita foi celebrada por apoiadores de Bolsonaro

A forma de agir do bilionário tem agradado militantes da direita no Brasil, que apoiam Bolsonaro, e em outros países. Um dos principais motivos é a intenção – agora fracassada – de adquirir o Twitter.

Isso porque Musk defendeu, em diversos momentos, uma redução na moderação de conteúdo, o que tornaria a rede social uma “arena” da liberdade de expressão. O argumento é frequentemente utilizado por grupos conservadores, acusados pela plataforma por disseminarem conteúdos falsos.

Políticos de direita também são simpáticos ao empresário. Os elogios – feitos pelo ex-presidente Donald Trump e presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan – datam desde o início da pandemia, quando Musk escreveu que "o pânico por causa do coronavírus é estúpido" e semanas depois que "o temor causará mais perdas do que o próprio vírus". Nessa época, os Estados Unidos já tinham milhares de vítimas fatais da covid.

Ele também fez campanha contra a quarentena e opinou que "crianças são essencialmente imunes" à covid-19 e que usar cloroquina "é melhor do que nada" no tratamento da doença, ambas alegações incorretas, como demonstraram as pesquisas e a experiência ao longo da pandemia.

Quais as reais intenções de Musk no Brasil?

Antes mesmo do encontro com o presidente, Musk já havia indicado que planejava instalar a Starlink - sua plataforma de internet via satélite - no Amazonaspara oferecer o serviço de internet banda larga para todo o Brasil.

A expectativa da Starlink seria conquistar pelo menos 60 mil clientes no Brasil no primeiro ano de operações no país, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, segundo os dados repassados pelo governo do Amazonas.

A SpaceX fabrica sistemas aeroespaciais, transporte espacial e comunicações e dentro da empresa, há o projeto Starlink, criado para desenvolver satélites de baixo custo para integrar sistemas de internet. Em janeiro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu à Starlink o direito de operar no Brasil satélites não-geoestacionários de baixa órbita.

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