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Dois instrumentos espaciais passam por Vênus em voo duplo de alta precisão

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Dois instrumentos espaciais passam por Vênus em voo duplo de alta precisão
Dois instrumentos espaciais passam por Vênus em voo duplo de alta precisão

Instrumentos espaciais relacionados a duas missões conjuntas distintas passaram por Vênus, em um voo duplo que exigiu precisão e coordenação de três agências espaciais: de um lado, o Solar Orbiter (ou “orbitador solar”, uma missão conjunta entre a Nasa e a ESA), enquanto, do outro, temos a sonda BepiColombo (da ESA com a JAXA, a agência japonesa).

O Solar Orbiter passou por Vênus a uma distância de quase 8 mil km da superfície, em direção ao seu objetivo – o Sol, onde se dedicará a estudar o “astro-rei”. Cerca de 33 horas depois, a sonda BepiColombo passou pelo mesmo planeta, só que bem mais perto, a 552 km da superfície. Ela segue em direção a Mercúrio, o destino de sua viagem.

Os voos aconteceram, respectivamente, nos dias 9 e 10 de agosto de 2021.

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De acordo com a Nasa, Vênus é o mais quente de todos os planetas do nosso sistema solar, e isso foi percebido pelo exterior da BepiColombo: segundo as medidas oficiais, ao fazer a sua passagem, a temperatura de instrumentos e sistemas aumentaram consideravelmente – saindo de -100ºC para 10ºC no ponto de maior proximidade. Entretanto, a temperatura dentro da sonda aumentou apenas algo entre 2ºC e 3ºC, mostrando que o isolamento térmico feito pela ESA/JAXA é bem eficiente.

Imagem feita pela BepiColombo, um dos dois instrumentos espaciais que passaram por Vênus em agosto de 2021
Vênus pode ser visto ao fundo, em imagem feita pela sonda BepiColombo: projeto tem condução conjunta entre as Agências Espaciais Europeia (ESA) e Japonesa (JAXA. Imagem: ESA/Divulgação

A fim de evitar que suas rotas se cruzassem, ambas as espaçonaves contaram com recursos de altíssima precisão. Em ambos os casos, elas usaram o que se convém chamar de “volantes de reação”, que são, basicamente, rodas que giram mais rápido quando o objeto onde elas estão instaladas enfrenta forte atração gravitacional – como uma passagem próxima à superfície de um planeta.

Dentro da BepiColombo, inclusive, um instrumento (o “ISA”, ou “Acelerômetro de Mola Italiano”) conseguiu capturar dados de aceleração da sonda, convertendo-os em uma frequência audível aos ouvidos humanos:

A expectativa agora é a de que a BepiColombo faça seu primeiro voo (de seis) em Mercúrio em 1º de outubro de 2021. Paralelamente, o Solar Orbiter deve passar uma vez mais pela Terra em 27 de novembro, quando vai corrigir sua trajetória e seguir em direção ao Sol.

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