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Dois dias depois, Bolsonaro quebra o silêncio sobre marca de 500 mil mortos durante a pandemia

·2 minuto de leitura

Dois dias após o país ter chegado a 500 mil mortes na pandemia, o presidente Jair Bolsonaro se manifestou pela primeira sobre a marca. Ele participou de uma cerimônia de formatura da Escola de Especialistas de Aeronáutica na manhã desta segunda-feira em Guaratinguetá, no interior de São Paulo.

Desde o sábado, quando o Brasil chegou a meio milhão de óbitos na pandemia, o presidente não toca no assunto em suas redes sociais. No Twitter, ele fez dez publicações nos últimos três dias, e nenhuma para abordar a tragédia: sobre operações da Polícia Federal, inauguração de obras, comentário sobre a perseguição da polícia a um criminoso em Goiás e até ironias às manifestações contra seu governo que foram realizada pelo país.

— Lamento todos os óbitos, lamento. Muito. Qualquer óbito é uma dor na família. E nós, desde o começo, o governo federal teve coragem de falar em tratamento precoce. E alguns até dizem, né? Como está sendo conduzida essa questão, parece que é melhor se consultar com jornalistas do que com médicos — declarou Bolsonaro, quando questionado se iria se pronunciar sobre as mortes.

Defendido pelo presidente, o chamado "tratamento precoce" não tem comprovação científica nem é recomendado por especialistas e autoridades sanitárias. Diversos estudos comprovaram que o uso de remédios como hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina não previnem a Covid-19 e podem levar a sérios riscos à saúde do paciente.

Após a solenidade, onde ele havia tirado a máscara ao posar para fotos e cumprimentar os formandos, Bolsonaro se irritou ao ser questionado pela imprensa sobre ter sido multado pelo governo de São Paulo pelo não uso de máscara duranta uma manifestação na capital paulista.

O governo de João Doria (PSDB) multou em 12 de junho o presidente por não usar máscara em público. Bolsonaro apareceu sem o acessório facial durante a "motociata" que percorreu algumas das principais vias expressas da capital paulista. O valor da autuação foi de R$ 552,71.

O uso de máscaras em público é obrigatório no estado de São Paulo desde maio de 2020, conforme decreto nº 64.959 e resolução SS 96. O uso de máscaras é defendido por especialistas e autoridades sanitárias em todo o mundo como uma medida eficaz para evitar a disseminação do coronavírus.

Quando jornalistas tentaram fazer outra pergunta, Bolsonaro tirou a máscara e a mandou calar a boca.

— Você tinha que ter vergonha na cara de prestar um serviço porco que é esse que você faz — disse ele, e em seguida abandonou a entrevista.

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