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Documentos vazados ligam a Huawei à espionagem doméstica da China

·3 min de leitura
A Huawei estava envolvida na construção de tecnologia para campos de trabalho e reeducação, bem como sistemas de vigilância na região de Xinjiang na China. (Chukrut Budrul/SOPA Images/LightRocket via Getty Images) (SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
  • Huawei estava envolvida na construção de tecnologia para sistema de vigilância na China

  • Produtos da Huawei são "a base da plataforma unificada das prisões inteligentes"

  • Huawei tem uma série de restrições no mundo, por desconfianças sobre espionagem chinesa

A Huawei estava envolvida na construção de tecnologia para campos de trabalho e reeducação, bem como sistemas de vigilância na região de Xinjiang na China, de acordo com apresentações em PowerPoint obtidas e traduzidas pelo The Washington Post. O relatório mostra algumas das maneiras pelas quais o trabalho do gigante da tecnologia pode ter se envolvido na perseguição contra as minorias étnicas na região.

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O Washington Post diz que obteve os PowerPoints de um site público da Huawei antes de serem retirados do ar. De acordo com o relatório, os slides incluíam detalhes sobre o envolvimento da Huawei com outras empresas na criação de vários sistemas e tinham metadados datando-os de 2014 a 2020 (com datas de direitos autorais listadas de 2016 a 2018).

Um dos slides fala sobre os produtos da Huawei serem "a base da plataforma unificada das prisões inteligentes", com referência ao trabalho para fabricação e análise da eficiência da reeducação. De acordo com o Post, algumas das prisões nas quais a Huawei disse que sua tecnologia é usada estão em Xinjiang, uma região amplamente povoada por muçulmanos uigures. O governo chinês foi acusado de cometer muitas violações dos direitos humanos contra os uigures, colocando-os em campos de detenção e reeducação e usando-os para trabalhos forçados. (Muitas empresas de tecnologia têm sido associadas ao uso dessa mão de obra.)

Prisão usava sistema de reconhecimento facial

Outro slide traduzido pelo The Washington Post detalha um sistema de vigilância usado em Xinjiang. Ele fala sobre como as forças de segurança pública da capital da região, Ürümqi, usaram um sistema de reconhecimento facial para capturar um fugitivo. Em 2020, um relatório de pesquisadores de vigilância por vídeo detalhou o trabalho da Huawei em um sistema de reconhecimento facial que poderia enviar um alerta se identificasse alguém como um uigur. De acordo com o The Washington Post, as apresentações do trabalho da Huawei em sistemas de vigilância não mencionam os uigures, e a empresa negou fornecer tecnologia diretamente para Xinjiang.

Outros slides no relatório do Post detalham a tecnologia usada para identificar as pessoas com base em sua impressão de voz, sistemas para rastrear a localização das pessoas com base em imagens de vigilância e tecnologia para monitorar os funcionários no trabalho.

Muitas empresas foram incluídas na Lista de Entidades do governo dos EUA (que restringe a forma como as empresas dos EUA podem fazer negócios com elas) por supostamente ajudar o governo chinês a monitorar grupos minoritários na região de Xinjiang. Um grande exemplo é o DJI, mas poucos receberam tanta atenção do governo dos EUA quanto a Huawei, embora a atenção tenha se originado em grande parte da guerra comercial do ex-presidente Trump com a China. Em fevereiro de 2020, o governo dos EUA sugeriu que as telecomunicações gastassem seu dinheiro com os concorrentes da Huawei e acusou a empresa de construir backdoors em seus equipamentos.

A explicação da Huawei

A assessoria de comunicação da empresa mandou a seguinte nota para o Yahoo Finanças:

Os documentos mencionados na reportagem do Washington Post foram desenvolvidos e publicados no HUAWEI CLOUD Marketplace por parceiros que usaram os templates da Huawei. Assim como outras lojas de aplicativos convencionais, o HUAWEI CLOUD Marketplace serve principalmente como uma plataforma de troca de informações entre parceiros. A Huawei recebe, analisa e remove materiais regularmente de acordo com os retornos recebidos.

Como todos os outros grandes provedores de serviços, a Huawei fornece serviços de plataformas em nuvem que estão em conformidade com os padrões regulares da indústria. A Huawei não desenvolve ou vende sistemas que visam qualquer grupo específico de pessoas e exigimos que nossos parceiros cumpram todas as leis, regulamentos e padrões de ética comercial aplicáveis. A proteção da privacidade é nossa maior prioridade e exigimos que todas os nossos segmentos de negócios cumpram todas as leis e regulamentos aplicáveis nos países e regiões onde operamos.

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