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Doadores pagaram US$ 250 mil para ver Trump horas antes de teste positivo para coronavírus

Colaboradores Yahoo Notícias
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Cerca de 20 doadores pagaram US$ 250 mil cada (aproximadamente R$ 1,42 milhão) para participar de uma reunião com Donald Trump poucas horas antes de o presidente dos Estados Unidos anunciar que havia testado positivo para o novo coronavírus.

Segundo informações do jornal “The St. Paul Pioneer Press”, divulgadas pelo portal UOL, os participantes ignoraram medidas de precaução contra a Covid-19, como o distanciamento social e o uso de máscaras.

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Entre os participantes do jantar, realizado na última quinta-feira, foram identificados Sergio Gor, assessor do senador Rand Paul, de Kentucky, e Kristi Noem, governadora da Dakota do Sul.

Trump já havia contraído o vírus quando esteve com os doadores em um ambiente fechado no seu clube de golfe, em Bedminster. Os participantes teriam sido submetidos a testes rápidos antes de entrar na reunião, sem saberem que o próprio presidente estava contaminado.

A reunião exclusiva arrecadou US$ 5 milhões (mais de R$ 25 milhões). Depois, Trump interagiu com outras 200 pessoas na parte externa do clube de golfe. Pouco mais de 24 horas antes do teste positivo para Covid-19, o presidente participou de outro jantar privado com doadores no subúrbio de Shorewood, em Minnesota, ao preço de US$ 200 mil por casal.

O médico da Casa Branca, Sean Conley, disse neste sábado (3) que Donald Trump está "passando bem" e não teve febre nas últimas 24 horas. “Estamos extremamente felizes com o progresso do presidente”, disse Conley durante uma entrevista coletiva em frente ao hospital militar para onde Trump foi transferido no fim da tarde de sexta-feira.

A equipe médica disse que o presidente continua sendo tratado com remdesivir, medicamento antiviral criado para combater o ebola. Trump tomou a primeira dose nesta sexta e o tratamento completo com o remdesivir deve durar cinco dias.

Segundo Conley, Trump não tomou hidroxicloroquina e “não precisa de oxigênio neste momento”. O médico foi evasivo ao ser questionado se o presidente precisou de oxigênio em algum momento desde o diagnóstico, mas afirmou que Trump não teve dificuldades para respirar.