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DNVBs: O futuro das marcas em quatro letras

·5 minuto de leitura

Quem inventou essa expressão resumida em uma sigla de quatro letras já enxergava o que o mercado digital pedia e, com certeza, já entendia o potencial que marcas construídas sob plataformas digitais teriam para revolucionar seus mercados. Mas, o que antes parecia estar no futuro, agora representa um presente cada vez mais conectado e focado na experiência de clientes sedentos por qualidade de atendimento, fazer parte de uma comunidade e ter suas necessidades entendidas e atendidas pelas marcas que admiram e consomem.

O crescimento do mercado de DNVBs — ou seja, marcas nativas digitais — já é uma realidade e está reescrevendo a história de muitos setores com propostas positivas para a diminuição de distâncias na cadeia do varejo e na melhora da eficiência da produção. Temos visto nos últimos três anos o surgimento de várias empresas que nascem apostando em plataformas digitais para escalar seus negócios.

“Enquanto marcas tradicionais seguem usando táticas que pensam apenas em atrair as pessoas, e geralmente interrompendo a jornada delas, as nativas digitais estão um passo à frente, pensando sempre em como manter esse cliente”

Hoje são vários cases emblemáticos ligados a grandes nomes do mercado que mostraram o potencial da junção entre marcas, creators e celebridades. Alguns exemplos como a da cantora Rihanna, cuja marca hoje vale mais de 1 bilhão de dólares; Kylie Jenner, com a linha de cosméticos vendida para Coty Inc. por US$ 600 milhões; Mr Beast, youtuber que revolucionou o mercado ao criar sua própria rede de franquias de hambúrgueres; além dos exemplos nacionais da Sallve (cosméticos), Live Up (alimentos saudáveis) e Amaro (comércio eletrônico de moda).

São marcas como essas, que se importam e entendem o valor da atenção do consumidor, que estão à frente do tempo e compreendem o ponto chave na construção do agora. Além disso, como construir sua marca, sem saber dialogar com o consumidor e entender as suas preferências, para entregar uma boa experiência?

E é aí em que as DNVBs – Digitally Native Vertical Brands – se destacam, pois elas têm como principal objetivo ouvir o consumidor e entregar o conteúdo que aquele público quer, proporcionando uma experiência mais completa e além de tudo mais humanizada. A criação desse termo veio pelo fundador e CEO da Bonobos, Andy Dunn. A sua empresa tem origem norte-americana, atende o setor de moda masculina sob medida e foi criada em 2007. Andy também é autor do livro “The Book of DNVB”, onde ele conta mais detalhes sobre esse modelo de negócio. Marcas nativas digitais, como o nome já diz, nascem através do meio digital e tem um relacionamento direto com o seu consumidor final, assim elas possuem total controle do produto desde a produção até o recebimento do consumidor.

E como falei no início, o maior segredo que podemos ter hoje para uma boa construção de marca, é oferecer a melhor experiência para o seu cliente, construindo isso através de comunidades, com propósito e rebeldia e interagindo diretamente com os consumidores. Você já passou por alguma experiência de compra e não se sentiu compreendido ou ouvido? Isso é mais comum do que imaginamos. Enquanto marcas tradicionais seguem usando táticas que pensam apenas em atrair as pessoas, e geralmente interrompendo a jornada delas, as nativas digitais estão um passo à frente, pensando sempre em como manter esse cliente, através do que aquela pessoa quer do seu produto ou serviço, entregando o que ele espera e precisa.

“O Brasil e o México, por exemplo, possuem um público que tem sua atenção 80% nos meios digitais e na internet, e apenas 40% disso é aproveitado — com isso as marcas podem usufruir muito mais desta informação e entender o poder que têm nas mãos.”

Mas como fazer isso? Simples: dados e tecnologia. Por isso existem softwares selecionados por especialistas em tecnologia, que contribuem facilitando a busca desses dados e algoritmos personalizados, sendo possível captar informações importantes como as preferências, hábitos, localização, as motivações e necessidades do cliente. Ao termos esses dados na mão, fica muito mais fácil responder às expectativas do público, entendendo o que é ou não viável para a característica de cada pessoa. É assim que se transforma essa experiência de compra em algo super incrível, aproveitando e tratando os dados que a tecnologia nos oferece.

Nesse contexto, acredito muito no potencial que a América Latina tem de se tornar referência em marcas nativas digitais. Aqui no Brasil mesmo, temos um enorme potencial a partir dos dados de e-commerce que possuímos, tendo nas mãos o conhecimento de onde está a atenção das pessoas, além de poder crescer cada vez mais com a grande vinda delas para os meios digitais nos últimos tempos. O Brasil e o México, por exemplo, possuem um público que tem sua atenção 80% nos meios digitais e na internet, e apenas 40% disso é aproveitado — com isso as marcas podem usufruir muito mais desta informação e entender o poder que têm nas mãos. São oportunidades que não podemos deixar escapar.

Vemos um alto crescimento do mercado de e-commerce na América Latina, algo em torno de 40%, e projeções de crescimento ainda mais elevadas na região se comparado ao resto do mundo. Fora isso, o Brasil é o país no mundo onde os influenciadores têm o maior grau impacto no momento de compra de um consumidor, um número aproximadamente 3 vezes maior que nos Estados Unidos, por exemplo. O que podemos perceber com tudo isso? Que há um imenso oceano a ser desbravado daqui em diante.

A principal lição que as DNVBs vem trazer para quem já conhece e principalmente para quem ainda reluta a entrar nesse novo meio de negócio e comunicação, é mostrar que precisamos o tempo todo conquistar nossa comunidade. Prestando um serviço e um atendimento de alto padrão, valorizando a experiência e trabalhando sempre com clareza e com a verdade. Assim o seu público vira o seu maior aliado e representante da sua marca, afinal esse é o maior marketing que podemos trabalhar, não só de hoje, mas desde sempre. Essa lição vale para todas as marcas e tudo isso é apenas o começo de uma sequência de acontecimentos que tendem a nos surpreender todos os dias!

Este texto é de responsabilidade de seu autor e não reflete, necessariamente, a opinião da Fast Company Brasil

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