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DJ que faz sucesso com brasileiros nas Olimpíadas diz que sabe músicas preferidas de Douglas Souza e outros jogadores

·3 minuto de leitura

Entre saques, bloqueios, ataques e defesas, as partidas de vôlei nas Olimpíadas de Tóquio têm ganhado um tempero extra de espetáculo. A cada partida do Brasil, por exemplo, a lista de assuntos mais falados do Twitter invariavelmente passa por comentários sobre as músicas tocadas nos intervalos entre as jogadas. Afinal, estamos ouvindo, do outro lado do mundo, desde estrelas atuais como Pabllo Vittar, Anitta e Luísa Sonza até Raça Negra, Chitãozinho & Xororó, Tihuana, Banda Djavu, Perlla, Kelly Key e outras pérolas que só quem conhece o lado festivo do brasileiro é capaz de tocar.

Por trás desse show (literalmente, já que ele fica a poucos metros da quadra, atrás dos bancos de reservas) está o austríaco Michael Staribacher, que atende pelo codinome artístico de DJ Stari. Natural de Viena, o artista está envolvido com o esporte desde o começo dos anos 2000. Inicialmente, se destacou em campeonatos locais de vôlei de praia (“Temos uma das melhores ligas do mundo”, lembra ele), até ser convidado pela Federação Internacional de Voleibol para levar o entretenimento atrelado ao esporte, uma marca do vôlei de praia, também para as quadras. No Rio, em 2016, ele já estava musicando metade das partidas no Maracanãzinho, mas associa o salto de popularidade cinco anos depois ao intenso trabalho de pesquisa que pôde fazer para Tóquio:

— Meu objetivo é que cada time se sinta jogando em casa, mesmo em outro continente e sem torcida. Na pandemia, eu comecei a estudar muito a música internacional, não só brasileira, mas italiana, francesa, russa, persa (por conta do Irã), turca. Não apenas o som, mas a história das bandas, o significado das músicas. O Brasil, no entanto, é uma espécie de paraíso para mim. A música no Brasil é mais importante do que em qualquer outro país do mundo. Eu já sabia disso, mas entendo mais agora: vocês reagem de uma maneira diferente ao som.

A edição de Tóquio é a quarta Olimpíada de DJ Stari, e a pesquisa, entre quadra e praia, acaba indo muito além do Google e das plataformas de streaming.

— Eu tento sempre conversar com os atletas, saber do que eles gostam. O Douglas, por exemplo, é um fenômeno nas redes sociais. É claro que eu sei as músicas preferidas dele. E provavelmente de uns 50 outros atletas também — conta o DJ, que costuma tocar músicas recentes de Pabllo Vittar, como “Zap zum”, quando o ponteiro brasileiro Douglas, abertamente gay, pontua. Ele também gosta de botar “Sweet Caroline”, de Neil Diamond, após as vitórias: — É uma homenagem ao Renan (Dal Zotto, técnico da seleção masculina). Soube do problema grave de Covid-19 dele e fiquei preocupado. Depois, me contaram que essa canção marcou a recuperação dele com a família. É ótimo tê-lo bem.

Ciente da pequena revolução que tem ajudado a liderar no vôlei, trazendo mais apelo ao esporte em tempos digitais, Stari diz que não vê a hora de voltar ao Brasil, num torneio com público. Enquanto isso, segue no desafio de fazer com que a torcida se sinta em Tóquio com suas músicas:

— Saber qual música tocar na hora certa é parte fundamental do meu trabalho. Devo ter umas cinco mil músicas no meu HD, então sinto quando o jogo está mais dramático, gosto de achar que estou na mesma energia que os jogadores. O vôlei é muito dinâmico, tem rallies, intervalos. Meu trabalho é fazer como a trilha sonora de um filme, mas numa partida de vôlei. Com a diferença que tenho segundos para escolher a música.

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