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Distribuição de aço plano acelera vendas e preços podem ter atingido piso, diz Inda

Rolos de aço

SÃO PAULO (Reuters) - Os distribuidores de aços planos do Brasil tiveram aumento de vendas em agosto acima do projetado inicialmente, disse a entidade que representa o setor, Inda, nesta terça-feira.

Responsáveis por cerca de um terço do consumo de aço das siderúrgicas do país, os distribuidores tiveram alta de 6,2% nas vendas em agosto ante julho, a 334,9 mil toneladas. A estimativa da Inda no mês passado era de alta de 2,5%.

Na base anual, o volume avançou 22%, diante de efeito comparativo, uma vez que no mesmo mês de 2021 "começou a haver movimento de entrega das usinas siderúrgicas", o que impactou negativamente as vendas da distribuição, disse Carlos Loureiro, presidente do Inda, a jornalistas.

A expectativa do Inda para setembro é de queda de 1% nas vendas ante agosto. Para Loureiro, apesar disso as vendas seguem em retomada no acumulado de 2022. O volume obtido de janeiro a agosto é 3,6% maior do que em igual período do ano passado, sendo que no primeiro semestre o Inda registrou queda de 1,4%.

"De qualquer maneira, se essa venda menor for confirmada em setembro, nós vamos ter de janeiro a setembro um crescimento de 4,6%. Saímos de 3,6% para 4,6%", afirmou ele.

Para o ano completo, a expectativa da distribuição para vendas é de avanço "um pouco acima de 5%", segundo Loureiro.

Na véspera, o Instituto Aço Brasil, grupo que reúne as siderúrgicas, divulgou que o consumo aparente de aço plano, que mede vendas internas da liga produzida no país mais importações, teve queda de 15,8% em 2022 até agosto ante igual etapa de 2021.

Loureiro disse que a redução no consumo aparente na indústria, ao mesmo tempo que as vendas sobem na distribuição, "é um fenômeno normal". "Sempre que tem uma queda de preços e as usinas ofertando muito aço, a margem da rede (de distribuição) cai" e o volume vendido sobe, afirmou.

As compras de aços planos pela distribuição também vêm em recuperação nos últimos meses, segundo o Inda. O volume cresceu 5,6% em agosto ante julho - contra expectativa de alta de 5% - e 16% frente um ano antes, a 350,9 mil toneladas. Para setembro, é esperada uma alta de 3% na comparação com o mês passado.

As importações de aços planos caíram 22,1% em agosto, para cerca de 147,7 mil toneladas, número que não inclui placas. O giro de estoque fechou o mês em 2,5 meses, patamar abaixo da média história de 3,2 meses, mas que Loureiro considera "muito bom" para um período de volatilidade.

PREÇOS NO PISO E ELEIÇÕES

Sobre preços, Loureiro disse que parou a tendência de "preços caindo internacionalmente e contaminando o mercado interno", acrescentando que os valores podem ter chegado em um piso em termos de curto prazo.

Ele destacou que, embora o cenário de demanda siga mais fraco no mercado internacional, problemas de oferta na Europa e na China levaram a algum repique nos preços.

Loureiro afirmou que o preço atual já é cerca de 10% menor frente ao visto em abril, quando foram anunciados os últimos grandes aumentos pelas usinas locais, ao redor de 15%, aplicados nos dois meses seguintes.

Questionado sobre o efeito das eleições no setor, Loureiro disse não esperar surpresas se houver a vitória de um dos dois principais candidatos a presidente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Não acreditamos que venha nenhuma política que vá prejudicar a parte de negócios", disse.

(Por Andre Romani)