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Disputa ‘hostil’ com UE sobre vacinas aumenta apoio ao Brexit

Timothy Ross
·4 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Eleitores britânicos agora adotam uma atitude mais dura em relação à União Europeia na esteira dos confrontos entre os governos de Londres e Bruxelas por vacinas contra o coronavírus que marcaram os 100 dias desde que o Reino Unido concluiu seu divórcio do bloco.

Uma nova pesquisa da Bloomberg mostra que o apoio ao Brexit cresceu desde o referendo histórico de 2016, e quase dois terços dos adultos acreditam que estar fora da UE ajudou o êxito do programa de vacinação do Reino Unido.

Na pesquisa com 2.002 pessoas realizada online pela JL Partners para a Bloomberg, 67% dos entrevistados disseram que a UE se comportou de forma “hostil” em relação ao Reino Unido na disputa sobre o fornecimento de vacinas. Apenas 13% disseram que o bloco agiu como “aliado e amigo”.

As conclusões revelam a extensão dos danos causados às relações anglo-europeias pelas tensões em torno do comércio e vacinas que marcaram os primeiros três meses desde que o Reino Unido deixou o mercado único da UE e o regime aduaneiro no final do ano passado. Também destacam um novo conjunto de linhas divisórias na política britânica, à medida que eleitores entram em uma nova fase após cinco anos de debate sobre o Brexit.

A mudança de atitude pode ser observada tanto entre os que votaram pela permanência no bloco no referendo quanto entre os que optaram pela saída. É até visível em algumas das partes do país mais pró-UE.

Abrigado contra a fria primavera inglesa, Simon Zucconi, de 51 anos, e sua colega Becky, de 34, vendem tulipas e lírios para pedestres em frente à estação de metrô em Brixton, parte de um distrito de Londres que teve o maior número de votos a favor da permanência na UE em 2016.

‘Ex amargo’

“A UE tem se comportado como um ‘ex’ amargo”, disse Becky, que pediu para não revelar o nome completo. “Nós saímos, e eles não foram realmente aliados quando poderiam ter sido.”

Há cinco anos, Becky votou pela saída, mas Zucconi, filho de migrante italiano, queria ficar no bloco comercial porque não conseguia ver os benefícios econômicos do Brexit.

Agora, com a terceira onda da pandemia devastando a Europa, ele é grato por morar no Reino Unido com o Serviço Nacional de Saúde, que distribuiu 39 milhões de doses de vacinas, mais do que o dobro dos 13 milhões aplicados na Itália.

“A vacinação foi incrivelmente rápida”, disse. “Estou orgulhoso de estar no Reino Unido com esta situação. Ficaria preocupado se estivesse na Itália. Na verdade, estou orgulhoso do governo.”

É um sentimento amplamente compartilhado. De acordo com a pesquisa, 62% dos britânicos acreditam que o programa de vacinação do Reino Unido se saiu melhor por causa do Brexit, enquanto apenas 11% disse que foi pior.

O Reino Unido optou por não participar do programa de vacinas da UE no ano passado e, em vez disso, buscou fechar acordos mais rápidos com farmacêuticas por conta própria. Se o Reino Unido tivesse permanecido no bloco, ainda poderia ter escolhido seguir seu próprio caminho - mas seria politicamente mais difícil de justificar do que como um estado membro que está de saída.

Zucconi diz que ainda votaria para voltar a fazer parte da UE - se pudesse enfrentar mais seis anos de disputas políticas - mas, em outros lugares, o apoio ao Brexit aumentou.

Permanecer fora

Quase um em cada cinco eleitores que votaram para permanecer na UE em 2016 escolheria sair agora, de acordo com a pesquisa. Em contraste, apenas 9% dos eleitores que votaram pela saída em 2016 querem voltar.

Quando entrevistados que não quiseram apoiar nenhum dos lados são excluídos, 54% dos adultos agora dizem que votariam para ficar fora do bloco em um novo referendo, e 46% dizem que voltariam a aderir. É uma margem mais ampla do que a divisão de 52% contra 48% em 2016.

No entanto, há outro lado na história da recém-descoberta independência do Reino Unido da Europa. Nos últimos seis anos, o agora primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e outros ativistas pró-Brexit prometeram à população um futuro brilhante com mais oportunidades de comércio global.

No entanto, obter flores dos Países Baixos ficou mais difícil para Zucconi, enquanto o preço de atacado de uma caixa de pimentões vermelhos importados em uma barraca de verduras próxima saltou de 7 libras para 22 libras (US$ 30). Alguns atacadistas já não compram pimentões.

O Reino Unido deixou o mercado único da UE e o regime aduaneiro após um período de transição de um ano no final de dezembro, causando dificuldades para empresas que comercializam através da fronteira europeia.

Empresas têm reclamado de atrasos nos embarques de mercadorias e queda dos volumes de frete, enquanto o Reino Unido enfrenta uma ação judicial da UE em uma disputa de barreiras ao comércio entre a Irlanda do Norte e o resto do Reino Unido.

A JL Partners entrevistou 2.002 adultos online no Reino Unido em 7 e 8 de abril, com margem de erro de 2,2%.

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©2021 Bloomberg L.P.