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Disputa entre Vivo e terceirizada deixa 8.000 sem salários

FERNANDA BRIGATTI
·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cerca de 8.000 funcionários da empresa Vikstar que trabalham com atendimento ao cliente para a Vivo estão com salários atrasados. Nesta segunda-feira (12), sindicatos do setor de telemarketing em São Paulo, Piauí e Paraná anunciaram indicativo de greve e começaram a discutir a realização de paralisação. A Vikstar diz que não depositou os salários no dia 7 (o quinto dia útil do mês) porque a Telefônica, controladora da Vivo, não fez o pagamento dos valores devidos. A Telefônica afirma que o contrato de prestação de serviços com a Vikstar foi encerrado, mas que os pagamentos foram feitos. Em nota, a empresa diz que a decisão de encerrar o contrato foi influenciada pela "deterioração financeira da Vikstar, que poderiam afetar a operação e qualidade do atendimento aos clientes da Telefônica." A reportagem apurou que a Vikstar vinha enfrentando dificuldades financeiras pelo menos desde 2019, quando perdeu contas importantes. No ano passado, a empresa já tinha atrasado o pagamento do 13º salário. Também em 2020, o Sintratel (Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing em São Paulo) precisou ir à Justiça do Trabalho para que funcionários demitidos entre julho de 2019 e janeiro de 2020 recebessem as verbas rescisórias e as multas pelo atraso no pagamento. O avanço do contencioso trabalhista da Vikstar teria pesado na decisão da Vivo pelo rompimento do contrato. A empresa de telefonia pode ser considerada responsável pelo pagamentos de verbas salariais caso a intermediária não cumpra suas obrigações. Na capital paulista, a unidade da Vikstar tem entre 2.800 e 3.000 funcionários, segundo o Sintratel. Há ainda escritórios em Teresina (PI), Londrina (PR) e Votuporanga, no interior de São Paulo. Valmira Luzia, dirigente do sindicato da capital paulista, diz que a entidade solicitou mediação à Justiça do Trabalho e acionou o Ministério Público do Trabalho. Além dos salários, a Vikstar também não pagou o vale-transporte dos funcionários. "Sabemos que ela vem passando por um desequilíbrio econômico grande, mas exigimos que os funcionários tenham respeitado o direito de receber seus salários e, se forem demitidos, que tenham as verbas trabalhistas. Chamamos a Vivo para conversar também porque ela tem responsabilidade subsidiária e solidária", diz Valmira. A dirigente sindical diz que os trabalhadores reivindicam também uma multa de 10% sobre os valores dos salários, devido ao atraso no pagamento, conforme previsto em convenção coletiva.