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Dispara aposta em superaumento de 0,75 p.p. no juro pelo BCE na próxima semana

FOTO DO ARQUIVO: Logotipo do Banco Central Europeu (BCE) em Frankfurt, Alemanha, 23 de janeiro de 2020. REUTERS/Ralph Orlowski

Por Jonathan Cable

LONDRES (Reuters) - Os prognósticos de que o Banco Central Europeu (BCE) fará uma elevação sem precedentes de 75 pontos-base na taxa de juros na próxima semana corresponderam a quase metade das estimativas colhidas na mais recente pesquisa da Reuters com analistas, em meio a uma inflação em alta, embora uma pequena maioria de economistas diga que o aumento será mais brando.

Atrasado no ciclo de aumento dos juros em comparação com seus pares, apesar da inflação em disparada, o BCE não começou a incrementar os custos dos empréstimos até julho, quando fez seu primeiro acréscimo em mais de uma década. Ficar para trás colocou uma pressão crescente sobre o euro, agora negociado abaixo da paridade com o dólar.

O BCE surpreendeu muitos em julho com um aumento de 50 pontos-base, maior movimento em mais de duas décadas, levando a taxa de refinanciamento para 0,50%.

Mas isso claramente foi apenas o começo, num contexto em que a inflação na zona do euro chegou a mais de quatro vezes a meta de 2% do BCE ao atingir um recorde de 9,1% no mês passado.

No entanto, agora o BCE enfrenta a perspectiva de aumentar os juros agressivamente no momento em que a economia indica o início de uma recessão, para a qual a probabilidade é de 60% de ocorrência dentro de um ano, ante 45% na sondagem da Reuters em julho.

Pouco menos da metade, 30 dos 61 economistas consultados no período de 29 de agosto a 2 de setembro, espera um aumento de 75 pontos-base na quinta-feira, enquanto 27 dizem que o banco elevará a taxa em 50 pontos-base. Apenas quatro esperavam um aumento modesto de 25 pontos-base.

Mais da metade dos entrevistados, 31 de 53, prevê aumento de 50 pontos-base na reunião de outubro, elevando a taxa de juros para 1,50%, com três esperando outro movimento de 75 pontos-base. Dezessete apontaram elevação de 25 pontos-base, enquanto o restante não previu alta.

A maioria dos economistas, 32 de 53, espera um movimento de 25 pontos-base em dezembro, com 13 prevendo 50 pontos-base e um dizendo 75 pontos-base.

A mediana das estimativas colhidas na sondagem indica que a taxa de refinanciamento terminará o ano em 2,00%, ante 1,25% na pesquisa de julho. Quando perguntados sobre qual cenário alternativo mais provável seria considerado pelos respondentes, uma esmagadora maioria de 35 de 37 afirmou que os aumentos de juros podem ser maiores.

A probabilidade de uma recessão dentro de um ano subiu acentuadamente para 60% (pela mediana das estimativas), indo a 70% nos próximos dois anos, o que, dada a relutância usual em prever uma queda com antecedência, sugere fortemente que uma recessão já está em andamento.

(Reportagem de Jonathan Cable)