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Disney queria comprar o Twitter, mas encontrou muitos bots na plataforma

"Poderíamos colocar notícias, esportes, entretenimento, e alcançar o mundo", disse o ex-CEO da Disney sobre o Twitter (AP Photo/Matt Rourke, File)
"Poderíamos colocar notícias, esportes, entretenimento, e alcançar o mundo", disse o ex-CEO da Disney sobre o Twitter (AP Photo/Matt Rourke, File)
  • Elon Musk recebeu a notícia com alegria; bilionário segue na batalha judicial contra o Twitter;

  • "Poderíamos colocar notícias, esportes, entretenimento, e alcançar o mundo", disse o ex-CEO da Disney;

  • No final, empresa desistiu por conta do potencial dos usuários de causar danos aos outros.

A Disney já quis comprar o Twitter, afirmou o ex-presidente e ex-CEO da empresa Bob Iger, porém um número "substantivo" de contas bots pode ter feito com que a gigante do entretenimento desistisse do acordo.

A notícia foi recebida com grande prazer por Elon Musk, que está tentando desistir de seu acordo de compra do Twitter por US$ 44 bilhões. Para isso, o CEO da Tesla também está alegando que o número de usuários falsos foi um fator crucial na desistência.

Sob o comando da Disney o Twitter teria sido uma "plataforma de distribuição global", se o acordo tivesse sido firmado em 2016. “O mundo estava mudando rapidamente. E, ao mesmo tempo, ouvimos que o Twitter estava contemplando uma venda”, lembrou Bob Iger na Code Conference.

“Nós estávamos vendo isso como algo completamente diferente. Poderíamos colocar notícias, esportes, entretenimento, e alcançar o mundo. E, francamente, teria sido uma solução fenomenal, em termos de distribuição.”

No entanto, Iger disse que não estava “olhando para isso com tanto cuidado quanto eu preciso”, preocupado com o fato de o Twitter vir com “muitos outros desafios e complexidades” e que ele não poderia se dar ao luxo de “uma grande distração e ter que gerenciar circunstâncias que não estavam nem perto de qualquer coisa que tínhamos enfrentado antes.

“Nós olhamos com muito cuidado para todos os usuários do Twitter e naquele momento estimamos com a ajuda do Twitter que uma parte substancial – não a maioria – não era real. Não me lembro do número, mas abatemos muito no valor. Tudo iso entrou em nosso cálculo. Na verdade, o acordo que tínhamos era bem barato.”

No final, apesar de influente, a questão das contas bots não foi a martelada que encerrou as negociações. Segundo Iger, “todo o discurso de ódio [na plataforma] e o potencial de causar tanto mal quanto bem” foram decisivos para a Disney repensar quanto deter o controle da plataforma de mídia social.