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Disney passa a emitir "alertas de racismo" em obras como "Dumbo" e "Peter Pan"

Rafael Monteiro
·2 minutos de leitura
Peter Pan: por termo racista, filme não envelheceu bem (reprodução)
Peter Pan: por termo racista, filme não envelheceu bem (reprodução)

Com o objetivo de contextualizar obras e até corrigir erros do passado, o Disney+, serviço de streaming prestes a chegar no Brasil, passou a emitir "alertas de racismo" em obras clássicas do seu catálogo, como os filmes “Dumbo” (1941), “Peter Pan” (1953), “A Dama e o Vagabundo” (1955) e “Mogli: O Menino Lobo” (1968).

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O público estadunidense que assiste a essas obras é notificado com um aviso na tela. “Este conteúdo inclui representações negativas e/ou maus-tratos de pessoas ou culturas. Esses estereótipos estavam errados na época e estão errados agora. Em vez de remover esse conteúdo, queremos reconhecer seu impacto prejudicial, aprender com ele e iniciar conversas para criarmos juntos um futuro mais inclusivo", diz o texto, segundo o Collider.

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"A Disney está comprometida em criar histórias com temas inspiradores e ambiciosos que reflitam a rica diversidade da experiência humana em todo o mundo. Para saber mais sobre como as histórias impactaram a sociedade, visite www.disney.com/StoriesMatter”, complementa a plataforma, que chega no dia 17 de novembro ao Brasil.

Cada obra citada conta com um estereótipo problemático. “Dumbo”, por exemplo, conta com um corvo Jim Crow - uma referência direta aos nomes das leis estaduais e locais que impunham a segregação racial no sul dos Estados Unidos. Para piorar, o personagem é dublado por um ator branco, Cliff Edwards, que tenta imitar o jeito de falar dos negros.

"Peter Pan", por sua vez, se refere aos índios como "peles vermelhas" - um termo considerado racista. "Mogli" conta com um macaco preguiçoso chamado King Louie, uma caricatura racista dos negros estadunidenses. "A Dama e o Vagabundo", por fim, mostra cães e gatos que reforçam estereótipos racistas atribuídos a mexicanos, asiáticos e russos.

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