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Discos de poeira ao redor de estrelas podem evaporar se estiverem muito próximos

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Os chamados discos circunstelares, que são grandes nuvens de gás e poeira, surgem acompanhados do nascimento de estrelas, mas eles podem perder seu material rapidamente. Um estudo feito pela Ph.D Francisca Concha-Ramírez mostrou que a radiação intensa emitida por estrelas vizinhas é capaz de evaporar rapidamente a poeira desses discos — na prática, isso pode impedir a formação de planetas.

Para o estudo, ela realizou diversas simulações para calcular a massa de milhares de discos circunstelares, os ancestrais distantes dos sistemas planetários, que se formam em torno de estrelas jovens. Os cálculos foram bastante complicados, porque levaram em conta todas as interações entre os discos e as estrelas: “nossos cálculos eram tão complexos que tivemos que solicitar acesso ao Cartesius, o supercomputador holandês nacional”, explica ela. “Mesmo com um computador tão poderoso, ainda levou duas semanas até termos o resultado”.

Discos circunstelares na Nebulosa de Órion; as estruturas parecidas com caudas de cometa são as massas dos discos sendo evaporadas por estrelas próximas (Imagem: Reprodução/NASA/ESA, L. Ricci (ESO)
Discos circunstelares na Nebulosa de Órion; as estruturas parecidas com caudas de cometa são as massas dos discos sendo evaporadas por estrelas próximas (Imagem: Reprodução/NASA/ESA, L. Ricci (ESO)

Em seguida, ela comparou os resultados das simulações com observações, como imagens da constelação de Orion, e notou que os resultados eram correspondentes: “verificamos que os discos com estrelas vizinhas eram mais leves que os discos com algumas estrelas próximas”, disse. “A radiação das estrelas evapora a poeira nos discos durante o processo chamado de ‘fotoevaporação’, a maior causa da perda de peso dos discos”. A poeira dos discos pode formar planetas, mas isso muda se houver estrelas por perto: nesse caso, a poeira seria evaporada, de modo que os planetas teriam que se formar antes de o material ser destruído.

A pesquisa pode trazer respostas de perguntas importantes relacionadas às origens do Sistema Solar, porque, para nossa vizinhança se tornar o que é hoje, algo deve ter acontecido para permitir que escapasse da radiação forte emitida por outras estrelas. Para Concha-Ramírez, uma colisão pode ter acontecido entre o disco circunstelar que originou o Sistema Solar e outro disco: “vemos evidências disso nos limites do Sistema Solar, na região de Netuno: ali, há muito menos asteroides, o que sugere que outro disco pode ter roubado material”.

A tese de Concha-Ramírez será publicada no site da Universiteit Leiden após a defesa, que ocorrerá em abril.

Fonte: Canaltech

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