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Discord suspende negociações com Microsoft e segue como serviço independente

Igor Almenara
·2 minuto de leitura

A negociação da Microsoft para a compra do Discord foi oficialmente encerrada, relata uma fonte próxima ao Wall Street Journal. A plataforma de comunicação popular entre o público gamer continuará independente e volta a avaliar o potencial de abertura de capital na bolsa de valores.

Em março deste ano, o site Venture Beat levantou o rumor de que a Microsoft avançava nas conversas para a aquisição do Discord a fim de unir a plataforma ao ecossistema de serviços da Gigante de Redmond. A proposta supostamente girava em torno dos US$ 10 bilhões.

De acordo com o site, o Discord estudava suas opções como produto da Microsoft ao mesmo tempo em que debatia com outros potenciais compradores e considerava a abertura de capital, talvez motivada pelo crescimento evidente após a estreia do Roblox. Assim como o Roblox, o Discord cultiva uma base de usuários variada, com destaque na comunidade gamer, mas surfou nas demandas geradas pelo distanciamento social e soma cerca de 140 milhões de usuários ativos mensalmente.

Dias depois, a apuração do WSJ eliminou variáveis sobre a negociação e antecipou que acordo estaria perto de ser fechado. A Microsoft teria passado a ser a única interessada a fechar o acordo e havia a expectativa de que o anúncio fosse ocorrer logo em abril, sendo a maior aquisição da gigante desde 2016 — quando comprou o LinkedIn. Questionados, Discord e Microsoft não fizeram comentários.

Contudo, ainda segundo o WSJ, as negociações foram suspensas pelo lado do Discord. A plataforma teria optado por "continuar independente", de acordo com fontes próximas, mas as razões específicas que motivaram o fim das conversas entre as companhias não foram devidamente esclarecidos.

A fila anda

Por outro lado, movimentações da startup sugerem que os planos relacionados à entrada na bolsa de valores continuam. Uma dessas pistas foi a chegada de Tomasz Marcinkowski, ex-funcionário do Pinterest, na cadeira de Diretor financeiro do Discord. Sua atuação na empresa é, logicamente, sigilosa, mas poderia ser um reforço para o time que traça o plano de oferta pública inicial (IPO).

Diante da novidade, maiores surpresas não devem alcançar a mídia por enquanto, visto que o Discord seguirá independente por mais algum tempo. Quanto à abertura de capital, também não há qualquer expectativa.

Fonte: Canaltech

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