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Discípula de Charles Manson tem liberdade negada pela 23ª vez

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Leslie Van Houten diante de uma comissão penitenciária da Califórnia em 28 de junho de 2002

Leslie Van Houten, discípula do sanguinário "guru" Charles Manson, sofreu sua 23ª recusa à liberdade condicional pelas autoridades da Califórnia desde que foi condenada à prisão perpétua por um duplo homicídio, em 1969.

Agora com 71 anos, Van Houten tinha apenas 19 quando se uniu à "família" de Charles Manson, uma seita constituída pelo psicopata que cometeu homicídios para causar um conflito entre americanos negros e brancos.

Manson, responsável pela morte da atriz Sharon Tate, mulher do cineasta Roman Polanski, assassinada em uma vila de Los Angeles quando estava grávida de oito meses e meio, morreu na prisão no fim de 2017.

Van Houten não participou do assassinato de Tate e seus amigos, mas esteve presente quando a seita voltou a atacar na noite seguinte, esfaqueando Leno e Rosemary LaBianca na casa do casal, em 10 de agosto de 1969.

A condenada admitiu ter esfaqueado 15 vezes uma das vítimas, que estava caída no chão, pelas costas.

Condenada à morte em 1971, acabou sendo sentenciada à prisão perpétua em 1978, pena que cumpre no presídio feminino de Corona, Califórnia.

Uma comissão penitenciária examinou este ano seu 23º pedido de liberdade condicional e a concedeu em julho.

Mas a lei da Califórnia dispõe que esta decisão seja validada pelo governador do estado, que mais uma vez a vetou.

"A evidência mostra que atualmente é um risco grande demais para a sociedade se for libertada", disse o governador democrata Gavin Newsom, em uma decisão enviada à AFP nesta segunda.

O advogado da detenta anunciou sua intenção de apelar da decisão do governador.

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