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Diretorias de Santos e SP não merecem seus treinadores

Fernando Diniz e Sampaoli se cumprimentam antes do clássico entre Santos e São Paulo. Bruno Ulivieri/AGIF

O principal debate depois do empate entre Santos e São Paulo é a permanência ou não dos seus treinadores para 2020. Jorge Sampaoli tem contrato até dezembro do ano que vem e nunca disse que vai cumprí-lo, sempre deixando uma porta aberta para sair. Fernando Diniz é contratado via CLT e pode ser dispensado a qualquer momento ou ser aproveitado em outro departamento como funcionário do clube. O fato da diretoria adotar o regime celetista mostra o quanto ela é insegura para manter Diniz.

Particularmente, ficaria com os dois. Sampaoli faz uma campanha maravilhosa pelo elenco que tem à disposição. Mais uma vez, foi superior ao oponente no primeiro tempo e poderia ter aberto um placar maior. São 65 pontos ganhos e a terceira colocação praticamente garantida, com vaga direta na Libertadores da América.

Fernando Diniz tem cinco vitórias em 12 jogos e assumiu com muita pressão. Conseguiu um ponto diante do Santos, dominando a segunda etapa. Penso que ele merece iniciar a temporada no São Paulo, mas não há nenhuma garantia de que isso aconteça pelo fato do presidente Leco desejar um treinador estrangeiro no comando da equipe. Tomara que ele fique, mesmo sendo dífícil.

A conclusão é que as diretorias dos dois clubes não merecem esses profissionais porque são amadoras nos seus planejamentos e nas funções que lhes cabem, além das brigas políticas nas duas instituições. Quem dirige Santos e São Paulo não tem sossego.

Então, boa sorte a Sampaoli e Diniz, caras que gostam de jogar para a frente e pensam sempre em vencer. Se eles não ficarem, não faltarão interessados, mesmo com a resistência de grande parte da mídia com Diniz.