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Diretoria do Cruzeiro usa influência para acelerar investigação sobre a gestão anterior

Sérgio Santos Rodrigues, presidente do Cruzeiro, e Léo Portela, deputado estadual e dirigente da Raposa, querem uma rápida conclusão sobre as investigações que envolvem a antiga gestão do clube (aquivo pessoal)

A expectativa da diretoria do Cruzeiro é que nos próximos dias Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) conclua as investigações sobre ex-dirigentes do clube, mais precisamente os responsáveis pela Raposa durante as temporadas 2018 e 2019. Visitas à Polícia Civil e também ao MPMG fizeram parte da agenda de alguns membros da atual direção celeste.

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Os alvos das investigações são as pessoas que fizeram parte da diretoria durante o mandato de Wagner Pires de Sá, que durou dois anos, entre o fim de 2017 até dezembro do ano passado. Não apenas o ex-presidente, mas também outros dirigentes da época são investigados, casos de Itair Machado, ex-vice-presidente, e Sérgio Nonato, então diretor geral do clube. Além dos citados, quem teve algum envolvimento com a antiga gestão também está sob investigação.

Tudo começou no fim de 2018, quando a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar algumas irregularidades. A existência da investigação se tornou pública em maio de 2019, quando o Fantástico, da Rede Globo, teve acesso aos documentos e fez uma reportagem sobre o assunto. Desde então a situação na Raposa se agravou e culminou com o rebaixamento do time à Série B do Campeonato Brasileiro.

Eleito presidente do Cruzeiro para completar o mandato que era de Wagner Pires de Sá, portanto até dezembro deste ano, Sérgio Santos Rodrigues tem trabalhado em várias frentes. Além de cuidar da montagem do elenco e das diversas pendências financeiras, o mandatário tem cobrado bastante uma conclusão nas investigações.

Punir os responsáveis por tudo o que o Cruzeiro passou nos últimos meses é o que mais espera o cruzeirense neste momento. Além de Sérgio Santos Rodrigues, outros torcedores influentes também estão em cima do MPMG, como é o caso do deputado estadual Léo Portela. E que fique claro, a pressão é apenas pela conclusão das investigações, não para influenciar como será concluída a investigação. Portela foi escolhido pelo presidente para assumir a Superintendência de Relações Institucionais e Governamentais do Cruzeiro, cargo que não é remunerado.

Falsificação de documento particular, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro são algumas das investigações em andamento. A pressão da diretoria do Cruzeiro para uma rápida conclusão tem um motivo. Por um determinado tempo, de acordo com a avaliação de membros da Polícia Civil e também do Ministério Público, houve uma demora além do comum, como relatado pelo Blog. O temor é de que isso se arraste tempo demais e os responsáveis pela tragédia cruzeirense fiquem impunes.

Com o time na Série B e uma dívida superior a R$ 800 milhões, a atual diretoria do Cruzeiro sabe que a eventual punição aos envolvidos não vai mudar o rumo do clube nos próximos anos, mas será uma grande vitória neste processo de reconstrução.

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

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