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Diretores da Petrobras saem por discordância com planos de novo CEO, diz fonte

Sabrina Valle
·2 minuto de leitura
Fachada do edifício-sede da Petrobras no Rio de Janeiro

Por Sabrina Valle

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A diretora financeira e outros três dos principais executivos da Petrobras decidiram deixar a companhia estatal após discordância com os planos de seu próximo presidente, disse à Reuters uma fonte próxima aos executivos.

O motivo do desacordo entre os executivos e o novo CEO, o general da reserva Joaquim Silva e Luna, inclui os planos dele para a política de preços da empresa, segundo a fonte.

A Petrobras anunciou na quarta-feira que quatro dos membros de sua diretoria executiva renunciarão aos cargos após a saída do atual CEO, Roberto Castello Branco.

O presidente Jair Bolsonaro decidiu substituir Castello Branco em fevereiro, após discordâncias sobre a política de preços da petroleira estatal.

Luna é o último de uma série de militares e ex-militares de que Bolsonaro tem se cercado desde que assumiu a Presidência.

Deixarão a Petrobras a diretora financeira, Andrea Almeida; o diretor executivo de Comercialização e Logística, André Chiarini; o diretor executivo de Exploração e Produção, Carlos Alberto Oliveira, e o diretor executivo de Desenvolvimento da Produção, Rudimar Lorenzatto.

Todos disseram ao conselho de administração que deixarão seus cargos após a posse de seus sucessores, o que deve ocorrer após a realização da Assembleia-Geral Extraordinária, em 12 de abril.

Os mandatos da atual diretoria expiraram formalmente na semana passada.

A empresa disse em um comunicado em separado na quarta-feira que o conselho escolheu Salvador Dahan como novo diretor de Governança que ele assumirá o cargo a partir de 1º de maio.

O futuro CEO, Luna, disse à Reuters em entrevista na terça-feira que considerava manter a equipe da gestão Castello Branco após sua posse em abril, embora tenha dito que sabia que pelo menos dois executivos planejavam sair.

A diretora de refino da Petrobras, Anelise Lara, e o diretor de conformidade, Marcelo Zenkner, deixaram a empresa no início deste ano, também por motivos que incluíam medo de interferência do governo na estatal.

Bolsonaro é apenas o mais recente presidente brasileiro a intervir na Petrobras, cujo virtual monopólio no setor de refino garante alguma capacidade de gestão sobre os preços domésticos dos combustíveis.

A demissão de Castello Branco, que veio após aumentos nos preços dos combustíveis de mais de 30% em poucos meses, causou ansiedade nos mercados financeiros.

Os preços dos combustíveis são um tema sensível para os investidores depois que a Petrobras perdeu 40 bilhões de dólares entre 2011 e 2014, quando o governo, que controla a maioria das ações com direito a voto da empresa, forçou a companhia a subsidiar preços mais baixos para os consumidores brasileiros.

Luna disse à Reuters na terça-feira que tentará manter a Petrobras livre de interferências políticas. Ele também defendeu que nomeações para a companhia serão feitas "com base na competência testada, medida e mensurada, sem se subordinar a outro tipo de interesse".