Mercado fechado
  • BOVESPA

    111.293,20
    -2.137,34 (-1,88%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    54.622,00
    +57,73 (+0,11%)
     
  • PETROLEO CRU

    76,54
    -2,33 (-2,95%)
     
  • OURO

    1.938,80
    -6,50 (-0,33%)
     
  • BTC-USD

    23.097,04
    -74,34 (-0,32%)
     
  • CMC Crypto 200

    523,28
    +280,60 (+115,62%)
     
  • S&P500

    4.066,52
    -10,08 (-0,25%)
     
  • DOW JONES

    33.805,54
    -280,50 (-0,82%)
     
  • FTSE

    7.761,11
    -10,59 (-0,14%)
     
  • HANG SENG

    22.072,18
    +229,85 (+1,05%)
     
  • NIKKEI

    27.346,88
    +19,77 (+0,07%)
     
  • NASDAQ

    12.114,75
    -37,25 (-0,31%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5459
    +0,0303 (+0,55%)
     

Diretores da Americanas venderam ações antes de divulgação do rombo

Americanas: diretoria vendeu R$ 210 milhões em ações da empresa antes do anúncio do rombo de R$ 20 bilhões
Americanas: diretoria vendeu R$ 210 milhões em ações da empresa antes do anúncio do rombo de R$ 20 bilhões
  • Ação sugere que sócios sabiam dos problemas financeiros da empresa;

  • Teleconferência de ex-CEO com investidores não foi gravada;

  • CVM irá investigar o caso da Americanas.

Os diretores da Americanas venderam mais de R$ 210 milhões em ações da empresa no segundo semestre de 2022. De acordo com documentos publicados pela própria companhia em seus canais de comunicação com investidores, as vendas teriam iniciado após o anúncio de Sérgio Rial como novo CEO, que assumiria em janeiro.

Na noite da última quarta-feira (11), Rial anunciou um déficit contábil de R$ 20 bilhões no balanço financeiro das Americanas. O problema teria acontecido em exercícios anteriores a 2022 e, portanto, antes do CEO assumir o comando da empresa. Rial optou também por deixar o cargo com apenas 10 dias de atuação.

A venda de ações por parte da diretoria, após o anúncio de um novo presidente, sugere que os sócios majoritários tinham noção dos problemas enfrentados pela empresa. A indicação de Rial para o cargo de diretor-executivo da empresa, inclusive, veio a partir de membros que venderam as ações em outubro.

A Americanas afirma que ainda está analisando os livros, e que a dívida de R$ 20 bilhões pode sofrer alterações. Analistas financeiros ressaltam que um mero erro contábil não duraria tanto tempo assim, o que enfraquece a teoria de que este seja apenas um pequeno deslize no balanço.

Não ajuda também o fato de que ontem, quinta-feira (12), o ex-CEO da empresa Sergio Rial realizou uma teleconferência fechada com acionistas da empresa por mais de três horas. A reunião, segundo a empresa, não foi gravada por descuido.

A Comissão de Valores Mobiliários, agência reguladora do mercado de capitais no Brasil, já anunciou a abertura de dois inquéritos contra a empresa para investigar os problemas contábeis, os fatos relevantes e a falta de comunicação da empresa.