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Diretora do FMI nega ter alterado relatório do BM para favorecer a China

·3 minuto de leitura
(Arquivo) A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva (AFP/Ludovic MARIN)

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, criticou nesta quinta-feira uma investigação independente a qual concluiu que, em seu trabalho anterior no Banco Mundial (BM), ela pressionou funcionários a alterar um relatório, em favor da China.

O BM anunciou hoje o cancelamento do relatório "Doing Business", após uma investigação ter encontrado irregularidades nas edições de 2018 e 2020. O documento classifica os países com base em suas regulamentações comerciais e reformas econômicas.

De acordo com a investigação, Pequim reclamou de sua classificação em 78º na lista de 2017. O relatório de 2018 teria mostrado que a China havia caído ainda mais no ranking de facilidade para fazer negócios no país. A equipe do BM preparava o documento enquanto os líderes participavam de negociações delicadas para aumentar seu capital de crédito, o que exigia a concordância de seus principais membros, entre eles a China.

Nas últimas semanas antes de o relatório ser lançado, em outubro de 2017, o então presidente do BM, Jim Kim, e Kristalina Georgieva, então diretora executiva do banco, reuniram-se com a equipe e pediram a atualização da metodologia em relação à China, aponta uma investigação feita pelo escritório de advocacia WilmerHale.

- Mudança no ranking -

Kim discutiu a classificação com funcionários do alto escalão chineses que estavam consternados com a baixa classificação do país, e os assessores de Kim apresentaram formas de melhorá-la, segundo o resumo da investigação divulgado pelo BM.

Kristalina repreendeu um executivo do BM por "má gestão da relação do banco com a China e não apreciar a importância do relatório 'Doing Business' para aquele país", acrescenta a investigação, que analisou 80.000 documentos e entrevistou cerca de 30 funcionários antigos e atuais da instituição multilateral de crédito.

Em meio à pressão da diretoria, a equipe alterou alguns dados, que empurraram a China sete posições para cima na lista de 2018, para a 78ª posição, a mesma do ano anterior. O executivo do BM disse que Kristalina lhe agradeceu por ter feito sua parte "pelo multilateralismo", destaca a investigação.

Considera-se uma das principais conquistas de Jim Kim o fato de ele ter liderado um acordo para um aumento de US$ 13 bilhões nos recursos do Banco Mundial. O negócio exigiu o apoio do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se opunha a conceder créditos à China, e de Pequim, que concordou em pagar mais juros pelos empréstimos.

A búlgara Kristalina Georgieva, que assumiu a chefia do FMI em outubro de 2019, criticou a investigação. "Discordo profundamente das descobertas e interpretações no que se refere ao meu papel no relatório 'Doing Business' 2018 do Banco Mundial", expressou. “Tive uma reunião inicial com a diretoria executiva do FMI sobre este assunto.”

"São descobertas sérias", assinala um comunicado do Tesouro americano, observando que está analisando o relatório. “Nossa principal responsabilidade é defender a integridade das instituições financeiras internacionais.” Espera-se que o conselho do FMI se reúna para discutir o assunto.

Justin Sandefur, do Centro para o Desenvolvimento Global, que escreveu extensivamente sobre os problemas com a metodologia do relatório, declarou: "Precisamos ouvir a sua versão dos fatos, mas não parece muito bem agora."

“O FMI é responsável por monitorar a integridade dos dados macroeconômicos e financeiros em nível internacional, e o fato de a sua diretora ter se envolvido em manipulação de dados é uma acusação bastante condenatória”, disse à AFP. "Parece um verdadeiro golpe em sua credibilidade."

Paul Romer, ganhador do Prêmio Nobel e então economista-chefe do BM, pediu demissão em janeiro de 2018, após dizer a um jornalista que a metodologia do ranking havia sido alterada de forma que poderia dar a impressão de que os resultados eram influenciados por considerações políticas. Na época, o banco negou qualquer tipo de influência política nas classificações.

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