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Diretora do Fed teme que criptomoedas privadas possam fragmentar sistema financeiro dos EUA

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Diretora do Fed teme que criptomoedas privadas possam fragmentar sistema financeiro dos EUA
Diretora do Fed teme que criptomoedas privadas possam fragmentar sistema financeiro dos EUA

Apesar de defender a inovação e a livre competição, a diretora do Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos (no inglês Federal Reserve, ou apenas Fed), Lael Brainard, afirmou nesta segunda-feira (24) que teme que o crescimento do dinheiro digital privado possa prejudicar o sistema de pagamentos do país. Isso, por sua vez, poderia significar um aumento de custos para empresas ou pessoas.

“Se amplamente adotados, os stablecoins poderiam servir como a base de um sistema alternativo de pagamentos orientado em torno de novas formas privadas de dinheiro”, disse ela durante o Consensus 2021, evento apresentado pela CoinDesk, em que ela mostrou um posicionamento do governo com relação ao desenvolvimento de uma moeda digital atrelada ao dólar.

“Dadas as externalidades de rede associadas à obtenção de escala nos pagamentos, existe o risco de que o uso generalizado de dinheiro privado para pagamentos de consumidores possa fragmentar partes do sistema de pagamentos dos EUA de maneiras que impõem encargos e aumentam os custos para famílias e empresas”, completou.

Criptomoedas
As criptomoedas estão em alta, mas as discussões sobre os riscos que elas representam ainda estão em pauta. Crédito: Alpha Footage/Shutterstock

A discussão sobre a emissão de moedas digitais por bancos centrais (do inglês Central Bank Digital Currencies, ou CBDCs), ganhou forma nos últimos anos e tem esquentado ainda mais com o passar do tempo.

Nos Estados Unidos, esse desenvolvimento está sendo liderando pelo Fed. Há uma pesquisa em desenvolvimento desde 2020, que deve ser publicada ainda este ano.

O relatório em torno das criptomoedas é resultado de uma parceria entre a organização e o MIT Digital Currency Initiative, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Para Lael, a tecnologia de razão distribuída (chamada de ledger, que é sistema de registro de transações base do blockchain e parte essencial do processo de consenso que rege a rede e a mantém integra) pode, sim, reduzir custos.

“Um benefício esperado é que um CBDC reduziria ou mesmo eliminaria ineficiências operacionais e financeiras, ou outros atritos, nos pagamentos, compensação e liquidação”, disse.

Ao mesmo tempo, ela alerta que alguns ativos digitais podem representar riscos à cibersegurança, privacidade e ter relação com lavagem de dinheiro. “Ao contrário das moedas fiduciárias do banco central, as stablecoins não têm curso legal”, disse. “Dependendo dos acordos subjacentes, algumas delas podem expor consumidores e empresas a riscos.”

Inovação para o setor de pagamentos

No mundo, o interesse em criptomoedas tem crescido na mesma proporção que as preocupações de instituições centrais governamentais com relação ao seu uso. Ao mesmo tempo que estudos – como o da Mastercard que aponta que 40% das pessoas tem intenção de usá-las como meio de pagamento nos próximos anos – mostram que o uso das moedas virtuais está em ascensão, há também quem é contra esse crescimento.

O fundador da Microsoft, Bill Gates, por exemplo, é um desses grandes críticos. Para ele, moedas como bitcoin são ávidas consumidoras de energia e podem causar “um grande problema climático”.

Autoridades do mundo também não veem com bons olhos o uso desse tipo de dinheiro: a secretária do Tesouro dos Estados Unidos Janet Yellen, já chegou a se pronunciar sobre o assunto, afirmando acreditar que o bitcoin era “uma maneira extremamente ineficiente de realizar transações” e que a moeda, ela supõe, é usada principalmente para “financiamento ilícito”.

A China nos últimos dias, inclusive, proibiu o uso de criptomoedas em instituições financeiras e empresas de pagamento do país.

Mas há, por outro lado, quem critique normas para criptos, como é o caso do fundador do Twitter, Jack Dorsey, que se pronunciou contrário à proposta de regulamentação de criptomoedas nos EUA, feita em janeiro.

Entre as criptomoedas tradicionais e as moedas fiduciárias, países no mundo estudam a possibilidade de emitirem seu próprio dinheiro digital. Além dos EUA, a China é outra das pioneiras em criar e testar, com sucesso, o yuan digital.

Aqui no Brasil, o Banco Central (BC) também anunciou nesta segunda-feira as diretrizes que devem guiar o desenvolvimento de uma moeda digital atrelada ao real, mas ainda sem dada para lançamento.

Resta saber como seguirão as discussões sobre o desenvolvimento de moedas atreladas aos governos e o que esse tipo de inovação poderá trazer ao mercado.

Via: Federal Reserve e CoinDesk.